Na ALPB e na CMCG, debate sobre racha em grupo de Campina ‘rouba’ a cena

Ontem a Câmara de vereadores de Campina Grande retomou as sessões após o recesso legislativo. Hoje foi a vez da Assembleia Legislativa do Estado fazer o mesmo. Nos dois casos, as sessões solenes tiveram as presenças do prefeito Bruno Cunha Lima e do governador João Azevêdo (PSB).

Como sempre ocorre, uma espécie de ‘prestação de contas’ por parte dos Executivos.

Mas nos dois ambientes um tema prevaleceu: a possibilidade de racha em Campina Grande, com uma provável candidatura do ex-prefeito Romero Rodrigues (Podemos), ou do deputado Tovar Correia Lima (PSDB).

Na Assembleia hoje Tovar voltou a colocar o nome à disposição para a disputa e fez críticas, embora ainda não contundentes, à gestão Bruno.

A poucos metros dali, tanto o deputado Adriano Galdino (Republicanos) como o governador João Azevedo foram interpelados sobre Romero. Galdino disse que o tema está sendo tratado pela direção do partido (Hugo Motta e Murilo); já o governador evitou maiores comentários sobre o assunto.

Um dia antes foi a vez do prefeito Bruno ser questionado sobre a sua relação com o seu antecessor. Cunha Lima disse que vai procurar Romero para uma conversa.

Este é o resumo público, frise-se. Nos corredores das duas Casas, a espera por uma definição de Romero agitou rodas de conversa. Há quem até aposte, em uma ou outra tese.

O frisson sobre a temática não ocorre por acaso. O tempo vai avançando e o que se percebe, visivelmente, é a sinalização de ampliação do distanciamento entre Bruno e Romero. Como costumeiramente Campina irradia política para o restante do Estado… o roteiro vai tomando conta da crônica política, da Assembleia à Casa de Félix Araújo. Do Parque da Lagoa ao Calçadão da Cardoso Vieira.