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POLÍTICA

Temer aciona forças nacionais de segurança para desbloquear estradas ocupadas por caminhonheiros

Em pronunciamento, presidente pediu que governadores tomem a mesma medida.

Publicado em 25/05/2018 às 13:24 | Atualizado em 25/05/2018 às 17:06


                                        
                                            Temer aciona forças nacionais de segurança para desbloquear estradas ocupadas por caminhonheiros
Em pronunciamento, o presidente Michel Temer anuncia o uso de forças federais de segurança para liberar rodovias bloqueadas por caminhoneiros.Foto Antonio Cruz/Agência Brasil. Antonio Cruz/Agência Brasil

				
					Temer aciona forças nacionais de segurança para desbloquear estradas ocupadas por caminhonheiros
Em pronunciamento, o presidente Michel Temer anuncia o uso de forças federais para liberar rodovias bloqueadas por caminhoneiros (Foto Antonio Cruz/Agência Brasil). Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente Michel Temer anunciou na tarde desta sexta-feira (25) que acionou forças nacionais de segurança para garantir que o acordo fechado com os caminhoneiros na noite da quinta-feira (24) seja cumprido e as rodovias federais de todo o país sejam desbloqueadas. "Acionei as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos senhores governadores que façam o mesmo", diz Temer.

Em seu pronunciamento, Temer disse que pretende, com essa medida, garantir o abastecimento. "O governo espera e confia que cada caminhoneiro cumpra o seu papel. O governo teve, como tem sempre, a coragem de dialogar. E agora terá a coragem de exercer sua autoridade em defesa do povo brasileiro", disse.

Segundo assessoria do Ministério da Segurança Pública, as forças federais incluem: Exército, Marinha, Aeronáutica e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Temer disse que tomou a decisão para evitar que a população fique sem produtos de "primeira necessidade".

Uma reunião entre os comandantes das três forças está programada para acontecer na tarde desta sexta-feira.

Forças armadas autuarão de maneira energética

Segundo o ministro da defesa, Joaquim Silva e Luna, as Forças Armadas atuarão de maneira "rápida" e "enérgica" para liberar as rodovias bloqueadas por caminhoneiros pelo país. "Tão logo o presidente assine o decreto que autoriza o emprego das forças, será empregado. Uma ação rápida, integrada e de forma enérgica como deve ser o emprego de forças", disse o ministro.

Na reunião realizada, na tarde desta sexta-feira (25), que contou Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército; Eduardo Bacellar Leal Ferreira, comandante da Marinha; Nivaldo Rossato, comandante da Força Aérea; Paulo Humberto, comandante de Operações Terrestres do Exército; e Ademir Sobrinho, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Nela foi acordado quais vão ser as ações das forças armadas. "A principal atividade é preservar as infraestruturas críticas, preservar o movimento dessas áreas mais críticas, particularmente de refinarias - entradas e saídas -, portos e aeroportos, de modo que permita a circulação e evitar o desabastecimento das áreas onde a sociedade já está se ressentindo. Esse é o trabalho que as forças vão fazer", afirmou

Acordo reduz preço do diesel em 10%

O acordo fechado na quinta-feira foi anunciado pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e garantia redução de 10% no preço do diesel mediante subsídio da União. Segundo o anunciado, os bloqueios seriam liberados ainda na quinta-feira, mas na manhã desta sexta-feira o movimento entrou no seu quinto dia.

Na Paraíba, pelo menos 14 pontos permanecem com interdição para o trânsito de caminhões, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Por conta da paralisação, os serviços de transportes públicos nas cidades de Campina Grande e João Pessoa foram reduzidos. Também há problemas de abastecimento nos postos de combustíveis e o expediente em algumas repartições foram alterados.

Caminhoneiros mantém paralisação

Em entrevista ao JORNAL DA PARAÍBA, o presidente do sindicato dos caminhoneiros, Emerson Galdino, disse que a paralisação continua, mesmo depois da proposta de acordo de Michel Temer. "Não há previsão de acabar", completou. Ele informou ainda que são cerca de 5 mil caminhoneiros em protesto na Paraíba e eles estão sendo apoiados por outras categorias, como os motoristas de Ubers, taxistas e motoristas de transporte escolar. Emerson ainda informou que não recebeu nada recebeu nada sobre a liminar que a Sindipetro falou que conseguiu.

Veja os pontos do acordo

–  Preço do diesel será reduzido em 10% e ficará fixo por 30 dias. Nesse período, o valor referência será de R$ 2,10 nas refinarias

– Os custos da primeira quinzena com a redução, estimados em R$ 350 milhões, serão arcados pela Petrobras. As despesas dos 15 dias restantes ficarão com a União como compensação à petrolífera.

– A cada 30 dias, o preço do diesel será ajustado conforme a política de preços da Petrobras e fixado por mais um mês.

– A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai contratar caminhoneiros autônomos para atender até 30% da demanda de frete. O governo editará uma medida provisória.

– Não haverá reoneração da folha de pagamento do setor de transporte rodoviário de cargas

– Tabela de frete será reeditada a cada três meses

– Cide, imposto que incide sobre os combustíveis, será zerado em 2018

– Ações judiciais contrárias ao movimento serão extintas

– Multas aplicadas aos caminhoneiros em decorrência da paralisação serão negociadas com órgãos responsáveis

– Entidades e governo terão reuniões periódicas a cada 15 dias

– Petrobras irá contratar caminhoneiros autônomos como terceirizados para prestação de serviços

Imagem

Aline Oliveira

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