icon search
icon search
home icon Home > qual a boa?
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
Compartilhe o artigo
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
compartilhar artigo

QUAL A BOA?

PERDIDOS NA NOITE

Publicado em 13/03/2018 às 6:21 | Atualizado em 22/06/2023 às 13:40

Por Antônio Barreto Neto


				
					PERDIDOS NA NOITE

A história do caipira que se dispõe a enfrentar a grande cidade e termina esmagado por ela já foi contada muitas vezes pelo cinema. Nunca, porém, com o realismo brutal e trágico de Perdidos na Noite. A luta do grandalhão e saudável texano Joe Buck para sobreviver à frieza e à indiferença da asphalt jungle novaiorquina é uma das mais dolorosas e pungentes aventuras humanas já mostradas na tela. Ao mesmo tempo, um dos mais penetrantes e cruéis depoimentos sobre o desigual conflito entre o indivíduo e o sistema social.

Atraído pela miragem da América supercivilizada, Joe deixa seu sossegado Texas para conquistar Nova York. Esnobado pela grande metrópole, não tarda a passar da condição de conquistador para a de conquistado. Perambulando em companhia de um tuberculoso aleijado pelos bairros sórdidos da cidade, faminto e com frio, faz o doloroso aprendizado do marginalismo na desumana batalha pela sobrevivência que se trava, violenta, nos bastidores da grande cidade. Joe enfrenta a dura e triste realidade que se oculta atrás do brilho e do esplendor da selva de concreto e vidro.

Inglês, com poucos anos de América, surpreendeu aos próprios críticos americanos o realismo da visão que o cineasta John Schlesinger teve de um dos aspectos mais brutais da complexa realidade social do país. Um realismo a que a poesia das imagens do filme confere um irresistível sentido trágico. Dustin Hoffman e Jon Voight - dois perdidos na noite suja de Nova York - têm talvez o mais sensível desempenho dos últimos dez anos no cinema. (10/11/1972)

A publicação do texto faz parte de uma série em homenagem ao crítico paraibano Antônio Barreto Neto, que, se estivesse vivo, faria 80 anos no dia quatro de abril.

Imagem

Silvio Osias

Tags

Comentários

Leia Também

  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
    compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp