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MEIO AMBIENTE

Açude Velho registra poluição e preocupa moradores, em Campina Grande

Poluição crescente, acúmulo de sedimentos e falta de manutenção expõem deterioração do Açude Velho, cartão-postal de Campina Grande.

Publicado em 30/11/2025 às 8:01


				
					Açude Velho registra poluição e preocupa moradores, em Campina Grande
Reprodução/TV Paraíba

O Açude Velho, um dos principais pontos turísticos de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, vem preocupando moradores, pesquisadores e turistas por causa do nível de poluição. Peixes mortos, acúmulo de lixo e bancos de areia vêm sendo vistos no reservatório de água, o que causa mau cheiro.

Citação

A impressão que eu tive foi que ele é bem sujo e exala um cheiro bem forte

Nícolas Pontes, turista do Rio de Janeiro na cidade.

Quem mora ou visita a área relata que a situação tem piorado, especialmente em dias quentes. A falta de manutenção regular e o acúmulo de resíduos comprometem a experiência de quem utiliza o local para lazer, prática de exercícios ou turismo.

“Até para a gente mesmo que mora aqui em Campina, quando vem para ficar sentada próximo [do açude] não tem condição o mau cheiro, a sujeira. Se fosse limpo daria para ser um cartão postal melhor “, comentou a dona de casa Lirian Sousa.


				
					Açude Velho registra poluição e preocupa moradores, em Campina Grande
Moradora de Campina Grande reclama da poluição e mau cheiro do Açude Velho. Reprodução/TV Paraíba

A engenheira sanitarista Amanda Torquato explicou que os problemas identificados no Açude Velho são resultado de um conjunto de fatores que se agravaram ao longo dos anos.

“As três principais questões do açude de hoje são a qualidade da água dele, o volume de sedimentos que, por mais que a gente não veja no açude, mas acaba gerando um certo problema, e os pontos de alagamentos nos eventos chuvosos”, explicou Amanda.

Amanda pesquisou o Açude Velho durante pesquisa de pós-graduação, em um mestrado concluído em 2016, e aponta que o acúmulo de sedimentos, como pedras e lodo, reduz a capacidade de armazenamento do reservatório. Com menos espaço para retenção de água, episódios de chuvas mais intensas favorecem transbordamentos e alagamentos no entorno.

A engenheira destaca que esse processo de assoreamento é contínuo e tende a se agravar quando não há intervenções de limpeza e dragagem periódicas. Segundo ela, a combinação entre degradação da água, depósito de resíduos e alterações na dinâmica natural do açude compromete o equilíbrio ambiental e intensifica a percepção de abandono relatada por moradores e turistas.

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Ideias para minimizar o problema do Açude Velho


				
					Açude Velho registra poluição e preocupa moradores, em Campina Grande
Poluição no Açude Velho. Reprodução/TV Paraíba

Diante do avanço da degradação ambiental, especialistas apontam caminhos para recuperar o Açude Velho e reduzir os impactos percebidos pela população. A engenheira Soahd Rached destaca que o reservatório possui mecanismos que poderiam ser melhor aproveitados para melhorar a qualidade da água.

“Ele tem uma tomada de descarga, tem um registro, mas esse registro aparentemente não é utilizado. Ele seria uma forma física de fazer uma lavagem no açude. É como uma caixa d’água que não recebe limpeza no fundo: a água nova entra por cima e sai por cima, e lá embaixo fica toda uma massa de lodo e sedimentos”, explicou.

A engenheira sugere o uso de sifões como alternativa para retirar o lodo acumulado na região mais profunda, próxima ao sangradouro. Segundo ela, esse sistema permitiria uma limpeza gradual, impedindo que apenas a parte superior da água seja renovada enquanto a camada inferior permanece estagnada. “Seria uma forma de criar oportunidade de retirada dessa massa que está depositada, permitindo que a água circule de maneira mais eficiente”, disse Soahd.


				
					Açude Velho registra poluição e preocupa moradores, em Campina Grande
Agentes de limpeza da prefeitura fazem limpeza paliativa e periódica no Açude Velho. Reprodução/TV Paraíba

Pelo lado do poder público, o engenheiro civil Marco Aurélio Coutinho, da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) da Prefeitura de Campina Grande, afirma que a principal intervenção prevista é a dragagem do Açude Velho, etapa fundamental para o desassoreamento.

“O reservatório deve estar com mais de 50% a 60% de sedimentos em seus depósitos. Os projetos estão de posse da Secretaria de Obras (Secob), elaborados pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e a partir deles já foram elaborados parte dos orçamentos”, informou.

Enquanto a dragagem não é executada, a prefeitura realiza ações paliativas. As equipes atuam na retirada de materiais orgânicos, limpeza de resíduos flutuantes e manutenção das áreas próximas aos canais. Segundo Marco Aurélio Coutinho, esse trabalho emergencial é acompanhado de iniciativas de conscientização ambiental para reduzir o descarte irregular de lixo que agrava o problema.

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Jornal da Paraíba

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