EDUCAÇÃO
UFPB não faz pagamento de auxílios estudantis e diz que MEC não repassou dinheiro
De acordo com a universidade, o repasse do MEC é 'indispensável' para o pagamento.
Publicado em 15/01/2026 às 18:01 | Atualizado em 15/01/2026 às 18:47

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) informou que não realizou o pagamento de auxílios estudantis aos alunos da instuição, até esta quinta-feira (15). De acordo com a instituição, o atraso nos pagamentos acontece pelo fato do Ministério da Educação (MEC) não ter feito o repasse de recursos.
Em nota, a UFPB disse que o dinheiro do MEC é "indispensável" para o pagamento dos auxílios, mesmo com "contínuas tratativas para a regularização da situação".
"A UFPB lamenta os transtornos ocasionados e reafirma seu compromisso com a transparência, o diálogo permanente com os(as) discentes e a adoção de todas as medidas necessárias para a solução da demanda, tão logo o repasse seja efetivado", afirmou a instituição em nota.
O Jornal da Paraíba entrou em contato com o Ministério da Educação, mas até a última atualização desta reportagem não obteve retorno.
Entre os problemas acarretados, estão a não realização do pagamento integral da pecúnia do Restaurante Universitário (RU) e também a manutenção do pagamento do serviço de internet na residência universitária.
Redução no repasse para universidades públicas em 2026
Em dezembro, o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa), que incluia a pauta de repasses financeiros para instituições públicas de ensino, com uma redução de R$ 488 milhões para 2026, se comparado ao que foi disponibilizado durante o ano de 2025. Esse montante é destinado para 69 universidades federais. Houve uma redução de 7,05% de um ano para outro.
Por meio de uma nota anterior da UFPB sobre a diminuição do repasse financeiro para as instituições federais, a universidade explicou que no caso dela deixariam de ser pagos para 2026 cerca de R$ 11.998.082, o que corresponde a 7,24% do valor original estimado para a instituição.
A UFPB informou que a redução "agrava o já delicado quadro de manutenção de serviços essenciais, contratos e despesas operacionais da universidade" e que o setor mais afetado seria justamente o de auxílio estudantil.
Conforme a instituição, os recursos previstos especificamente para assistência passaram de R$ 45.456.210 em 2025 para R$ 42.131.687, uma redução de 7,31%. Os auxílios elencados à época como potencialmente atingidos com o menor repasse financeiro foram a moradia estudantil, alimentação, auxílio permanência e outros.
A UFPB é a universidade com maior número de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica do país, bem como de discentes com deficiência, que dependem do auxílio estudantil.

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