CONVERSA POLÍTICA
Juíza diz que reforço policial pode dispensar tropas federais em eleição suplementar de Cabedelo
Thana Michelle reuniu as duas chapas concorrentes, encabeçadas por Edvaldo Neto e Wallber Virgolino, para afinar sobre a propaganda eleitoral.
Publicado em 27/02/2026 às 16:24

A juíza eleitoral da 57ª Zona, Thana Michelle Carneiro Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (27), que a convocação de tropas federais para o dia das eleições suplementares de Cabedelo, marcadas para 12 de abril, ainda é uma possibilidade em aberto, mas não desejável neste momento.
A magistrada reuniu as duas chapas concorrentes, encabeçadas por Edvaldo Neto (Avante) e Wallber Virgolino (PL), para afinar sobre a propaganda eleitoral.
Segundo a magistrada, a Justiça Eleitoral trabalha, por ora, com a perspectiva de reforço das forças de segurança locais, com efetivo ampliado e especializado. A avaliação definitiva, no entanto, dependerá do desenrolar do processo eleitoral.
“Esse assunto é sempre uma incógnita. Por hora, entendemos ter um reforço das polícias locais especializadas. Estamos apenas com o pleito de Cabedelo para tomar conta e temos o compromisso de todas as polícias de nos mandarem um efetivo maior e especializado. Porém, o desenrolar do pleito é que vai nos sinalizar a necessidade ou não de tropas federais. Tudo é possível, mas não é desejável, e acredito que nós não precisaremos desse apoio”, declarou.
Tropas federais atuaram nas eleições 2024
Nas eleições municipais de 2024, o envio de tropas federais para Cabedelo foi autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diante do risco de interferência de facções criminosas no resultado das urnas.
A relação entre o poder público e o crime organizado, inclusive, foi o principal fundamento para a Justiça Eleitoral cassar os mandatos do prefeito eleito André Coutinho (Avante) e da vice Camila Holanda (PP), e determinar a realização de um novo pleito no município.
Wallber já havia concorrido nas eleições de 2024 e fez, ao longo da campanha, uma série de denúncias sobre dificuldades para circular e pedir votos em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas.

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