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TECNOLOGIA

Entenda o que está por trás das respostas da IA e como melhorar os resultados

Pedidos vagos, falta de contexto e medo de prompts longos estão entre os principais erros.

Publicado em 04/04/2026 às 17:06


				
					Entenda o que está por trás das respostas da IA e como melhorar os resultados
Entenda o que está por trás das respostas da IA e como melhorar os resultados. Banco de imagens / Freepik

O uso de Inteligência Artificial (IA) generativa já faz parte da rotina da maioria dos brasileiros. 54% dos brasileiros usaram esse tipo de ferramenta em 2024, acima da média global, de 48%.

O levantamento da Ipsos em parceria com o Google, também indicou que 65% acreditam que a tecnologia pode trazer ganhos em diferentes áreas da vida. Com esse avanço, cresce uma dúvida: existe uma forma melhor de conversar com a IA para obter respostas mais precisas?

Segundo o especialista em inteligência artificial Yuri Malheiros, não existe uma fórmula única, mas a maneira como o pedido é feito influencia o resultado.

“Não existe uma forma certa, mas saber o que pedir e como pedir faz diferença. As IAs entendem muitas variações de linguagem, mas precisam de clareza para saber o que fazer”, explica.

O que é um prompt

Com a expansão do uso de ferramentas de IA no dia a dia, especialmente aquelas capazes de criar textos, imagens e outros conteúdos, cresce também a tentativa de “acertar” a forma de falar com esses sistemas.

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O ponto central dessa interação é o chamado prompt, nome dado ao comando ou pedido feito pelo usuário. É a partir dele que a ferramenta entende o que deve fazer, para quem a resposta se destina e como deve ser apresentada.

“O prompt é o texto que você escreve para obter a resposta que precisa. Hoje em dia, ele pode ir além do texto e incluir imagens, arquivos ou áudio. Quanto mais claro você descreve o que deseja, melhor tende a ser a resposta”, afirma Yuri.

Segundo ele, quando o pedido é genérico, a IA tenta responder com base no que é mais comum dentro do grande volume de dados que processa. Isso faz com que a resposta também seja genérica.

Como montar um bom prompt

Malheiros explica que dois fatores são centrais: clareza e contexto. Informar para quem é a resposta, qual é o objetivo e como o conteúdo deve ser apresentado ajuda a IA a ajustar o resultado.

Nesse sentido, os especialistas apontam três pilares básicos para escrever um prompt mais eficiente:

  • Intenção: define a tarefa e o tema central;
  • Contexto: indica para quem é a resposta e ajusta a linguagem;
  • Estrutura: organiza o formato e o tamanho da entrega.

“Por exemplo, imagine que você queira redigir um documento formal solicitando algo para um setor da empresa que você trabalha. Você pode colocar exemplos de solicitações no prompt para dar contexto e pode pontuar claramente o que você quer solicitar, para quem é a solicitação, entre outras informações importantes. Com isso, as chances de IA responder algo que te satisfaça vai ser bem maior”, explica.

Educação na forma de perguntar entrega respostas melhores?

Um levantamento da Talk Inc mostrou que 60% dos brasileiros conversam com chats de IA de maneira educada, como se estivessem falando com outra pessoa. Outro estudo, publicado em 2024, apontou que os chamados Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) responderam melhor quando as perguntas foram feitas de forma educada, e não apenas como comandos diretos.

Segundo o especialista em inteligência artificial Yuri Malheiros, isso não acontece porque a IA “entende” educação como um ser humano, mas por causa da forma como esses sistemas aprendem a responder.

“Isso é um fato curioso. As IAs aprendem processando uma quantidade muito grande de dados, assim é possível que respostas boas nos dados que ela processou venha de textos com um tom mais educado. É importante ressaltar que esse provavelmente é um comportamento que não foi programado explicitamente na IA, mas como ela reflete os dados que ela processa, então fatos como esse podem acontecer”, disse.

Ou seja, práticas como bajular a IA ou pedir que ela “aja como um especialista”, não são determinantes para a qualidade da resposta. Yuri reforça que o fator decisivo não é a gentileza em si, mas o nível de informação embutido no pedido.

“Essas práticas podem funcionar em alguns casos, mas uma estratégia mais eficaz é fornecer contexto mais rico, com exemplos e instruções claras do que você precisa”, afirma.

Erros mais comuns ao conversar com a IA

Entre os erros mais comuns ao interagir com ferramentas de IA, o especialista destaca o receio de escrever prompts longos. Segundo Yuri, muitas dessas ferramentas aceitam entradas extensas, o que permite detalhar melhor a solicitação.

Além disso, o especialista destaca que nem toda pergunta precisa do mesmo nível de detalhamento para funcionar bem com ferramentas de inteligência artificial. Em tarefas simples, como buscar um restaurante, pedidos diretos costumam ser suficientes para gerar boas respostas.

O cenário só muda quando a solicitação exige critérios mais específicos, como em pesquisas acadêmicas.

“Se você estiver fazendo uma pesquisa científica que precisa estar embasada em outros trabalhos acadêmicos, é preciso direcionar a IA explicitamente para isso — caso contrário, ela pode ignorar esse critério ou recorrer a fontes não científicas, que são muito mais abundantes na internet”, explica.

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Janinne Vivian

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