CONVERSA POLÍTICA
Paraíba lidera ranking nacional de desastres pela seca e soma prejuízo de R$ 65 bilhões, diz CNM
Levantamento da CNM aponta que a Paraíba é a unidade da federação mais castigada pela estiagem no Brasil nos últimos 13 anos.
Publicado em 30/05/2026 às 13:26

A Paraíba lidera um ranking nacional como o estado em que mais decretou situação de calamidade em decorrência da crise hídrica entre os anos de 2013 e 2025. Os dados estão no novo estudo "Panorama dos Desastres no Brasil", da Confederação Nacional de Municípios (CNM).
Conforme o estudo, a Paraíba registrou 4.664 decretos de Situação de Emergência ou Estado de Calamidade Pública devido à seca e estiagem, ocupando o primeiro lugar isolado no ranking nacional.

O impacto não é apenas climático, mas severamente econômico. O estado acumulou R$ 65,4 bilhões em prejuízos totais, sendo R$ 20,70 milhões em prejuízos privados, R$ 44,57 milhões públicos e R$ 179,25 mil em prejuízos habitacionais.
Peso social da crise hídrica
Apesar de não ter registrado óbitos decorrentes desses desastres, a recorrência dos eventos afetou a vida de milhões de paraibanos. Conforme a CNM, o número acumulado de afetados ultrapassa os 25 milhões, evidenciando que a população convive com ciclos contínuos de escassez que comprometem o abastecimento de água e a economia local.
Paraíba registra decretos pela chuvas em menor escala
Enquanto estados das regiões Sul e Sudeste enfrentam destruição por inundações e deslizamentos, a Paraíba segue o caminho oposto. Foram oficializados 34 decretos por excesso de chuvas em 13 anos.

O número chama atenção, principalmente, quando se leva em conta que recentemente o governo federal reconheceu, de uma só vez, situação de emergência em 30 cidades da Paraíba atingidas por fortes chuvas no mês de maio.
Ainda assim, a CNM faz a leitura dessa posição de extrema vulnerabilidade climática voltada à seca severa como necessária para políticas públicas estruturadas de convivência com o semiárido e uma gestão de riscos mais eficiente por parte do governo federal, cuja execução orçamentária para prevenção de desastres ainda é considerada baixa.
Confira o estudo na íntegra:

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