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COTIDIANO

Operação remove câmeras de monitoramento usadas por grupos criminosos na Grande João Pessoa

Ação ocorre em João Pessoa e outras oito cidades e já resultou em uma prisão em Cabedelo.

Publicado em 18/06/2026 às 7:37 | Atualizado em 18/06/2026 às 7:50


					Operação remove câmeras de monitoramento usadas por grupos criminosos na Grande João Pessoa
Polícia Civil deflagra Operação Ponto Cego para retirar câmeras usadas por facções na Grande João Pessoa. Reprodução / TV Cabo Branco

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), uma operação, em João Pessoa e em outras oito cidades da Região Metropolitana, para buscar e reter câmeras de monitoriamento instaladas ilegalmente por grupos criminosos.

Além de João Pessoa, a operação é realizada em Santa Rita, Cabedelo, Conde, Bayeux, Pedras de Fogo, Pitimbu, Alhandra e Caaporã.

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A Operação Ponto Cego tem como objetivo remover 69 equipamentos de videomonitoramento utilizados por facções. Segundo a Polícia Civil, as câmeras eram usadas para observar a movimentação em áreas específicas e auxiliar ações criminosas.

Durante a operação, um operador das câmeras foi preso em flagrante nesta quinta-feira (18), no município de Cabedelo.

A ação conta com apoio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e do Corpo de Bombeiros.

Cabedelo era monitorada à distância por facção no Rio de Janeiro

Cabedelo, na Grande João Pessoa, passou a ser monitorada à distância por integrantes do Comando Vermelho instalados no Rio de Janeiro, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público da Paraíba. De acordo com as apurações, a facção utilizava câmeras clandestinas espalhadas pela cidade para acompanhar a rotina de moradores e agentes públicos ao longo do dia.

As investigações apontam que o monitoramento ocorria a partir do Complexo do Alemão, onde criminosos tinham acesso, em tempo real, às imagens captadas em ruas, becos e áreas residenciais.

As investigações apontam que o monitoramento ilegal de Cabedelo era coordenado por Flávio de Lima Monteiro, conhecido como Fatoka, apontado como liderança da facção na região. Mesmo foragido no Rio de Janeiro, ele continuava dando ordens e acompanhando a rotina da cidade por meio de câmeras clandestina

Nos últimos anos, mais de dez operações foram deflagradas para investigar a atuação de facções, corrupção e infiltração criminosa em setores da administração municipal.

Imagem

Janinne Vivian

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