ESPORTES
Douglas Santos e Matheus Cunha deixam Copa “em alta” e podem seguir na Seleção
Mesmo com a queda nas oitavas de final, dupla de paraibanos ganharam espaço com Carlo Ancelotti e chegam fortalecidos para o novo ciclo.
Publicado em 07/07/2026 às 7:00
O sonho do hexacampeonato acabou antes do esperado. A derrota para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 colocou fim à campanha da Seleção Brasileira, que agora chega a 28 anos sem conquistar o principal título do futebol mundial.

Apesar da frustração pela saída precoce, alguns jogadores deixaram o torneio com a confiança em alta. Entre eles estão os paraibanos Douglas Santos e Matheus Cunha, que aproveitaram bem as oportunidades recebidas e tiveram atuações consistentes ao longo da competição.
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Matheus Cunha é o maior artilheiro paraibano em Copas
Matheus Cunha foi titular durante toda a campanha e terminou a Copa como um dos principais destaques da equipe. Vestindo a camisa 9, o atacante marcou três gols no Mundial, dois na vitória sobre o Haiti e um diante da Escócia, ainda na fase de grupos.

Além dos gols, Cunha chamou atenção pela movimentação em campo. Mesmo escalado como centroavante, o paraibano recuava constantemente para participar da construção das jogadas, atuando muitas vezes como um articulador da equipe.
Nas oitavas de final, contra a Noruega, foi dele a jogada que resultou no pênalti para o Brasil ainda no primeiro tempo, desperdiçado por Bruno Guimarães. No total, foram cinco partidas no torneio, atuando 293 minutos.
Douglas Santos: do arroz com feijão a titular absoluto
Quem também encerrou a Copa valorizado foi Douglas Santos. O lateral-esquerdo chegou ao torneio cercado por desconfiança e disputando posição com Alex Sandro, mas rapidamente conquistou a confiança de Carlo Ancelotti.

O lateral do Zenit foi titular em todos os jogos da Seleção na Copa e teve atuações seguras, principalmente no sistema defensivo, sem comprometer durante a campanha. Suas estatísticas falam por si, foram cinco jogos com 442 minutos em campo.
Qual o futuro da dupla na Seleção?
Mesmo com a despedida precoce da Copa, a tendência é que os dois paraibanos permaneçam no radar da comissão técnica de Carlo Ancelotti para os próximos compromissos do Brasil nas datas FIFA.
A Seleção volta a campo em setembro para dois amistosos contra a Austrália, ambos em território australiano. O primeiro duelo será no dia 25, em Townsville, enquanto o segundo acontece quatro dias depois, em Brisbane.
Para Douglas Santos, o bom desempenho em uma posição que há anos carece de nomes consolidados pode ser suficiente para garantir presença nas próximas convocações. Aos 32 anos, o lateral ainda tem boas chances de disputar os amistosos e também as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2030, previstas para começarem no segundo semestre de 2027.

Já uma participação no Mundial de 2030 dependerá da condição física do jogador. Na competição, Douglas teria 36 anos, idade considerada elevada para uma posição que exige grande intensidade e desgaste físico.
O cenário é ainda mais favorável para Matheus Cunha. Aos 27 anos, o atacante saiu fortalecido da Copa do Mundo após marcar três gols e exercer um papel tático importante dentro da equipe de Carlo Ancelotti.

Vivendo um momento de protagonismo no Manchester United, onde veste a camisa 10, o paraibano ainda tem margem para evoluir e desponta como uma das peças principais da renovação da Seleção Brasileira.
Mantendo o desempenho apresentado no Mundial, a tendência é que esteja presente nas próximas competições da equipe nacional.
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