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CONVERSA POLÍTICA

Na CBN, Lucas Ribeiro comenta caso Padre Zé, empréstimos do Estado e atraso em obras da Paraíba

Governador Lucas Ribeiro participou da Sabatina da CBN Paraíba com os pré-candidatos ao Governo do Estado, nesta terça-feira (14).

Publicado em 14/07/2026 às 12:12


					Na CBN, Lucas Ribeiro comenta caso Padre Zé, empréstimos do Estado e atraso em obras da Paraíba
Foto: Reprodução/Youtube.

Durante a Sabatina da CBN Paraíba com os pré-candidatos ao Governo do Estado, nesta terça-feira (14), governador e pré-candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), evitou fazer críticas à decisão do ex-governador João Azevêdo (PSB), mas defendeu que os então secretários Pollyanna Werton e Tibério Limeira deixassem os cargos após se tornarem réus no âmbito da Operação Indignus.

A investigação apura supostos desvios de recursos públicos destinados ao Hospital Padre Zé e a projetos sociais. Os dois deixaram os cargos para concorrer a vagas no legislativo nas eleições deste ano.

Lucas afirmou que não participou da discussão sobre a permanência dos auxiliares, mas afirmou que sua posição seria preservar o governo de desgastes.

"Não tivemos essa discussão na época (com João Azevêdo), mas eu defendo que a gente deve reconhecer a pessoa e que ela possa fazer isso de uma forma tranquila, sem estar trazendo um desgaste para o governo, ocupando um espaço. Essa é a nossa postura, é o nosso entendimento", declarou.

Apesar disso, o governador evitou classificar como um erro a decisão de João Azevêdo de manter os auxiliares no cargo. Segundo Lucas, os gestores têm direito à ampla defesa e a decisão cabia ao então governador.

"Não, até porque os gestores têm o direito de se defender, como estão fazendo. Ele tomou a decisão dele e, para ele ou para outra pessoa, pode ser a melhor decisão, até porque a pessoa não está condenada e tem o direito de fazer a sua defesa", afirmou.

Empréstimos e combate à pobreza

Na entrevista, Lucas Ribeiro também respondeu a questionamentos sobre o volume de empréstimos internacionais contratados pelo Estado. Desde 2019 até o momento, o volume chega a R$ 2,3 bilhões.

Lucas sustentou que a situação fiscal da Paraíba permanece equilibrada e lembrou que o Estado ainda possui cerca de R$ 1 bilhão de capacidade de endividamento.

Provocado sobre o fato de os indicadores fiscais positivos ainda não se refletirem em uma redução mais acelerada da pobreza, do analfabetismo e da dependência de programas de transferência de renda, o governador afirmou que o desafio da próxima gestão será transformar o crescimento econômico em melhoria direta na vida da população.

Como exemplo, citou a instalação de uma indústria norte-americana em Picuí voltada à exploração de lítio, com perspectiva de implantação de uma fábrica de baterias.

Segundo Lucas, o foco será ampliar políticas de geração de emprego e desenvolvimento regional. "Nós precisamos levar esse desenvolvimento para a porta, para a vida de cada paraibano. Essa será a nossa missão, com políticas de emprego e desenvolvimento, para que as pessoas sintam esse crescimento na sua casa", afirmou.

O governador reconheceu, contudo, que ainda há desafios a enfrentar. "Se não tivesse desafios, nem precisava de eleição. Mas eu sei para onde a gente deve seguir", concluiu.

Obras atrasadas

Questionado sobre obras que tiveram cronogramas adiados ao longo da gestão, Lucas Ribeiro afirmou que os principais empreendimentos do Estado estão em estágio avançado de execução e próximos da entrega.

Como exemplo, citou o Arco Metropolitano, que, segundo ele, já alcançou cerca de 80% das obras e deve ser entregue em breve.

No caso do Centro de Convenções de Campina Grande, Lucas disse que o equipamento já funciona normalmente e que resta apenas a conclusão do teatro, pendente da instalação das poltronas.

"O teatro está pronto; estamos apenas esperando o fornecedor das poltronas concluir a instalação. Se Deus quiser, nos próximos dias já estará entregue.", disse.

O governador também atualizou o andamento do Canal Acauã-Araçagi, destacando que a terceira etapa já está em execução após a autorização dada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Segundo ele, os dois primeiros lotes já foram concluídos e a água já atende comunidades rurais e assentamentos.

"O governo tem feito a sua parte em uma obra de suma importância para a segurança hídrica do estado, em parceria com o Governo Federal", concluiu.

Imagem ilustrativa da imagem Na CBN, Lucas Ribeiro comenta caso Padre Zé, empréstimos do Estado e atraso em obras da Paraíba

Angélica Nunes Laerte Cerqueira

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