CONVERSA POLÍTICA
Saiba como será a obra do Complexo Viário Beira-Rio ao Altiplano; VEJA VÍDEO
Autorizada pela prefeitura em 1º de abril deste ano, a obra entrou na fase de estudos técnicos e terá investimento de R$ 230 milhões.
Publicado em 21/07/2026 às 18:28 | Atualizado em 21/07/2026 às 18:52

O Complexo Viário Beira-Rio ao Altiplano, em João Pessoa, começou a dar os primeiros passos. Autorizada pela prefeitura em 1º de abril deste ano, a obra entrou na fase de estudos técnicos e terá investimento de R$ 230 milhões, com prazo de conclusão de três anos, até o fim de 2028.
O projeto prevê a construção de quatro viadutos, a ampliação de um pontilhão e a implantação de uma passagem subterrânea (túnel), criando novas ligações entre importantes corredores da cidade. A expectativa da Prefeitura é reduzir os congestionamentos em uma das regiões de maior fluxo de veículos da Capital, conectando bairros como Miramar, Altiplano, Cabo Branco e Portal do Sol.
Como será a obra
O principal destaque é o Viaduto 1, que terá 657 metros de extensão. A estrutura será formada por dois trechos em estrutura mista e um trecho estaiado, localizado no cruzamento entre a Avenida João Cirilo da Silva e a Avenida Ministro José Américo de Almeida (Beira-Rio).
O projeto inclui ainda:
Viaduto 2, com pista bifurcada em direção ao Altiplano;
Viaduto 3, com 358 metros de extensão, ligando a Rua Paulino Pinto à Avenida João Cirilo da Silva;
Viaduto 4, conectando a Avenida Ministro José Américo de Almeida à Rua Giuseppe Duarte de Queiroz.
Além dos elevados, o complexo prevê a ampliação do pontilhão existente na Avenida Ministro José Américo de Almeida, que ganhará mais três metros de largura para acompanhar o alargamento da via.
Outra intervenção prevista será a construção de uma passagem subterrânea, composta por um túnel de 20 metros em concreto armado e cerca de 220 metros de trincheira aberta. A solução foi planejada para aumentar a fluidez do trânsito e reduzir os pontos de retenção na região.
Obra está na fase inicial
Neste momento, os trabalhos estão concentrados em estudos de solo, sondagens e levantamentos ambientais, considerados essenciais para a execução do projeto.
Segundo a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), os serviços iniciais estão sendo executados por empresas especializadas em obras de grande porte. Paralelamente, a Prefeitura conduz as negociações para as desapropriações das áreas que serão necessárias para a implantação do complexo.
Obra já é alvo de questionamentos
Mesmo ainda na fase inicial, o empreendimento passou a ser questionado pelo Ministério Público de Contas (MPC-PB), que aponta o início da execução sem o cumprimento de requisitos considerados indispensáveis.
Entre os pontos levantados pelo órgão estão o licenciamento ambiental ainda incompleto, a necessidade de avaliação dos impactos no Rio Jaguaribe, a ausência de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), questões relacionadas às desapropriações e à vulnerabilidade social das famílias atingidas, além da falta de audiência pública específica para discutir o empreendimento.
Apesar dos questionamentos, a Prefeitura mantém o cronograma da obra e segue executando os estudos técnicos que antecedem o início das intervenções estruturais.
Em entrevista à CBN Paraíba, o prefeito Leo Bezerra afirmou que as equipes já estão em campo realizando os levantamentos necessários e que está disposto a dialogar com os órgãos ambientais e de transparência, em caso de dúvidas sobre a viabilidade ambiental do projeto. “A Prefeitura não fará nenhuma obra sem todas as licenças devidas”, disse.







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