icon search
icon search
home icon Home > política > conversa política
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
Compartilhe o artigo
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
compartilhar artigo

CONVERSA POLÍTICA

Justiça determina bloqueio da Pixbet em todo o Brasil e multa empresa em R$ 4,7 milhões

A determinação foi tomada em processo que discute a proteção de crianças e adolescentes contra o acesso a plataformas de apostas virtuais.

Publicado em 02/09/2026 às 18:53


					Justiça determina bloqueio da Pixbet em todo o Brasil e multa empresa em R$ 4,7 milhões
Bets autorizadas a funcionar no Brasil. Bruno Peres/Agência Brasil

O juiz João Lucas Souto Gil Messias, da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Campina Grande, determinou nesta quarta-feira (2) o bloqueio imediato, em todo o território nacional, das plataformas apostas operadas pela Pixbet Soluções Tecnológicas Ltda. A decisão também alcança as marcas GanheiBet, antiga Flabet, e Bet da Sorte.

A determinação foi tomada em processo que discute a proteção de crianças e adolescentes contra o acesso a plataformas de apostas virtuais. A ação foi movida pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos Pe. Ezequiel Ramin, pela associação Francisco de Assis: Educação, Cidadania, Inclusão e Direitos Humanos e pelo padre Julio Renato Lancellotti.

Segundo a decisão, a Pixbet já havia sido obrigada, em julho, a suspender suas plataformas no país ou comprovar a implantação de mecanismos tecnológicos capazes de impedir o acesso de menores de idade.

Entre as exigências estavam verificação biométrica e facial com prova de vida, cruzamento com bases oficiais e bloqueio automático de CPFs de menores.

O prazo de 48 horas terminou em 17 de julho. Como a empresa não teria suspendido as atividades nem comprovado o cumprimento das exigências, a multa diária de R$ 100 mil passou a incidir a partir de 18 de julho. Até 2 de setembro, foram contabilizados 47 dias de descumprimento, totalizando R$ 4,7 milhões.

O Conversa Política entrou em contanto com a assessoria da PixBet para posicionamento e aguarda retorno.

Falhas apontadas

Um dos principais fundamentos utilizados pelo juiz foi uma manifestação da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda.

De acordo com o órgão federal, a empresa apresentava, desde a autorização para operar no mercado de apostas, deficiência no envio de arquivos obrigatórios ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP). Segundo a SPA, a situação dificultava a fiscalização e a adoção de medidas de proteção de menores de idade.

O Ministério da Fazenda também informou a existência de 16 processos de fiscalização contra o grupo econômico. Entre os problemas citados estão apostas em eventos de categorias de base, falhas nos procedimentos de conhecimento do cliente, ausência de ferramentas de autoexclusão e falta de envio de dados regulatórios ao SIGAP.

Bloqueio nacional

Na decisão, o juiz determinou o envio de ofícios ao Ministério da Fazenda e à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para que sejam adotadas medidas técnicas destinadas a suspender os sites e aplicativos vinculados à empresa.

As providências deverão envolver também as empresas responsáveis pelo fornecimento de internet fixa e móvel, com o objetivo de garantir o bloqueio em todo o território nacional.

Multa de R$ 4,7 milhões

A Pixbet terá cinco dias, após ser intimada, para depositar judicialmente os R$ 4,7 milhões referentes à multa acumulada.

Caso o pagamento não seja feito no prazo, a Justiça determinou que poderão ser penhorados bens e ativos financeiros suficientes para garantir o valor devido.

Perícia nos sistemas

O juiz também determinou que seja feita uma perícia técnica judicial para verificar os sistemas, plataformas, código-fonte e bancos de dados da empresa.

O objetivo é avaliar a existência e a efetividade dos mecanismos de verificação de idade, reconhecimento facial e proteção contra o acesso de crianças e adolescentes.

Outro pedido em análise é o de indisponibilidade e arresto de bens e ativos financeiros da empresa. Sobre essa questão, o juiz determinou que o Ministério Público da Paraíba apresente manifestação antes de uma eventual decisão.

Bets autorizadas a funcionar no Brasil

Angélica Nunes Laerte Cerqueira

Tags

Comentários

Leia Também

  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
    compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp