POLÍTICA
Setor industrial da Paraíba assina manifesto por transparência e imparcialidade no STF
Documento reúne cerca de 3 mil entidades e tem entre os signatários a Federação das Indústrias da Paraíba e sindicatos de diferentes segmentos.
Publicado em 09/09/2026 às 10:37

Entidades representativas do setor produtivo da Paraíba estão entre as cerca de três mil organizações que assinaram um manifesto que cobra do Supremo Tribunal Federal (STF) transparência, imparcialidade e celeridade na análise de episódios recentes envolvendo a Corte. O documento defende que os fatos sejam examinados pelo Plenário do STF, em sessão pública e com urgência.
Entre os principais representantes paraibanos que aderiram ao chamado “Manifesto à Nação Brasileira” estão a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep-PB) e a Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Paraíba. A relação também reúne sindicatos de diferentes segmentos da indústria no estado.
Também assinam o documento, entre outras entidades, o Sindicato da Indústria de Panificação de Campina Grande, o Sindicato da Indústria de Panificação do Estado da Paraíba, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e Elétricas do Estado da Paraíba, o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado da Paraíba e o Sindicato da Indústria de Material de Segurança do Estado da Paraíba.
O que diz o manifesto
No documento, os signatários afirmam que o Brasil atravessa uma “crise institucional de extrema gravidade” e apontam o STF como epicentro desse cenário. O texto sustenta que a legitimidade de um tribunal depende de princípios como imparcialidade, transparência e exemplaridade.
O manifesto também afirma que, embora o Supremo seja o guardião da Constituição, a Corte não estaria dispensada de prestar contas. Por isso, defende que os fatos sejam analisados pelo Plenário em sessão pública, com decisões transparentes e fundamentadas.
Os signatários cobram ainda uma resposta considerada urgente e afirmam que a demora contribui para o aumento do descrédito nas instituições. O documento encerra defendendo que o país já superou outras crises e que a preservação do Estado de Direito depende da atuação das instituições e do respeito às regras constitucionais.
Ex-ministro paraibano e personalidades também assinam manifesto
Outro manifesto, intitulado “Pela Lei e pelo Brasil”, reúne 157 empresários, executivos, economistas, cientistas e outras personalidades. O texto pede uma investigação “completa, célere e independente” sobre fatos recentes envolvendo ministros do STF e outras autoridades dos três Poderes.
Entre os signatários está o economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, paraibano nascido em Cruz do Espírito Santo. Ele comandou o Ministério da Fazenda entre 1988 e 1990.
O grupo também defende afastamento cautelar de autoridades que venham a ser formalmente investigadas e a criação de um código de conduta vinculante para as cortes superiores e órgãos de investigação e acusação.
Entre outros nomes que assinam o manifesto estão o apresentador Luciano Huck, o escritor e compositor Nelson Motta, a cientista Mayana Zatz, o economista Armínio Fraga, a empresária Luiza Helena Trajano e os empresários Pedro Parente, Guilherme Leal e Walter Schalka.

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