EDUCAÇÃO
Videoaula do Lá Vem o Enem aborda sobre literatura afro-brasileira e decolonialidade
Professor Rodrigo Paes apresenta escritores negros que marcaram a literatura brasileira e explica como a decolonialidade aparece em questões do Enem.
Publicado em 05/11/2026 às 6:21

A literatura afro-brasileira e a decolonialidade são temas importantes para quem está se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Na nova videoaula do Lá Vem o Enem, o professor de Literatura e História da Arte Rodrigo Paes apresenta autores negros fundamentais para a cultura brasileira e explica como suas obras ajudam a compreender questões sociais, históricas e culturais cobradas na prova.
A aula destaca a importância de reconhecer vozes que foram historicamente invisibilizadas pela narrativa tradicional, marcada pela perspectiva colonialista. O conceito de decolonialidade propõe justamente questionar esses valores e ampliar o espaço de grupos historicamente silenciados, em debates que envolvem raça, classe, gênero e sexualidade.
Segundo Rodrigo Paes, cerca de 80% das questões de Linguagens relacionadas à História da Arte, Literatura e Interpretação Textual dialogam diretamente com essa temática. O professor também destaca que, no Enem 2026, cinco questões abordaram conteúdos relacionados à decolonialidade e à literatura afro-brasileira.
Autores negros que podem aparecer no Enem

Durante a videoaula, Rodrigo organiza uma linha do tempo com escritores que contribuíram para a formação da literatura brasileira. A proposta é mostrar que a produção afro-brasileira não se limita aos autores contemporâneos, mas está presente em diferentes períodos da história.
Entre os nomes apresentados está Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista negra brasileira. No século XIX, ela escreveu Úrsula, obra de caráter abolicionista que questiona a escravidão e ocupa um lugar importante na literatura nacional.
Outro destaque é Machado de Assis, autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas, obra que marca o início do Realismo no Brasil. Sua produção permite discutir as transformações sociais e políticas do país no período próximo ao fim da escravidão e à Proclamação da República.
O professor também cita Cruz e Sousa, poeta simbolista que enfrentou o racismo e trouxe marcas dessa experiência para sua produção literária, e Lima Barreto, autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma, que aborda questões relacionadas à identidade nacional e à República.
Entre as escritoras, a aula destaca Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, obra construída a partir de sua experiência de vida e da realidade da população periférica. Também aparecem Conceição Evaristo, conhecida por sua produção como contista, romancista e poeta, e Ana Maria Gonçalves, autora de Um Defeito de Cor e primeira mulher negra a integrar a Academia Brasileira de Letras.
A lista inclui ainda os escritores contemporâneos Jefferson Tenório e Itamar Vieira Junior, cujas obras abordam questões raciais, desigualdades sociais e conflitos relacionados à luta pela terra.

Como o tema pode aparecer na prova?
A decolonialidade permite relacionar Literatura e História a diferentes debates sociais. Por isso, conhecer os autores e o contexto em que suas obras foram produzidas pode ajudar na interpretação de textos e na identificação de críticas sociais presentes nas questões.
A orientação do professor é observar quem conta a história do Brasil e quais perspectivas foram deixadas de fora das narrativas tradicionais. Esse olhar também ajuda a compreender como a literatura pode questionar estruturas de poder, preconceitos e desigualdades.
Quer se preparar para as provas? Confere o Lá Vem o Enem! Veja conteúdos, dicas de estudo, questões e tudo o que você precisa saber para chegar mais preparado ao Enem.

Comentários