VIDA URBANA
Equipes combatem mosquito da dengue em Campina Grande
Campanha conta com distribuição de panfletos, além das orientações acerca dos riscos que a doença pode oferecer a população.
Publicado em 24/04/2010 às 9:06
Alberto Simplício
Do Jornal da Paraíba
As mobilizações educativas que têm acontecido periodicamente nos bairros de Campina Grande mais suscetíveis à proliferação do Aedes aegypti estão ajudando a conscientizar a população a respeito do papel que elas devem desempenhar para estarem livres da dengue.
Na sexta-feira (23), durante mais uma ação na cidade, cerca de dez agentes de Combate às Endemias e de Educação em Saúde percorreram dez ruas do bairro do Dinamérica nas proximidades da igreja de Santo Antônio, onde foi confirmado um caso de dengue clássica. A equipe distribui panfletos e orientou acerca dos riscos que a doença pode oferecer à população. Neste ano, este é o quinto caso confirmado da doença em pessoas residentes no município, de acordo com dados do Sinan (de Informação Nacional de Notificação de Agravos).
Para o supervisor de Endemias, Carlos Miranda, não há como saber se a pessoa acometida de dengue foi infectada no bairro, “mas mesmo assim, cabe a intensificação do combate ao mosquito e para isso o trabalho educativo é essencial”, diz. Segundo o supervisor, o próximo Levantamento de Infestação Rápido de Aedes aegypti (Lira) deve acontecer no próximo mês e é uma das metas reduzir o número de residências infectadas pelas larvas do mosquito.
No segundo Lira, realizado no mês passado, o índice geral de Campina Grande foi de 1,9%, percentual que está dentro da margem considerada normal pelo Ministério da Saúde. “Com a intensificação do trabalho educativo, temos condições inclusive de reduzir esse percentual. Mas temos também que levar em consideração que estamos em uma época bastante propícia à proliferação do mosquito”, afirmou Carlos Miranda.
Neste ano, a mobilização já foi realizada em outros bairros onde foram confirmados casos da doença, como Araxá e Catolé. Além dessas ações, os técnicos realizam visitas aos mais de 144 mil imóveis das zonas urbana e rural, tratamento focal com larvicida, peixamento, além de pesquisa e orientação educativa à população sobre os riscos de acumular água em reservatórios sem os devidos cuidados.

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