Fabi Cavalcanti
Miguel Cavalcanti

Leishmaniose: Cadela Many assina projeto de lei que favorece cães carentes

Junto com o prefeito da cidade, Many teve a sua patinha carimbada no projeto que visa custear o tratamento de cães das famílias de baixa renda. 

Many, uma cadelinha portadora de leishmaniose visceral “assinou” um projeto de lei na prefeitura de Florianópolis na última quarta-feira (dia 10). 

Junto com o prefeito da cidade, Many teve a sua patinha carimbada no projeto que visa custear o tratamento de cães das famílias de baixa renda. 

Many, que hoje tem 2 anos e meio, foi resgatada pela vereadora Pri Fernandes, após ser rejeitada por uma família por ser portadora da leishmaniose com apenas 1 ano de idade. Ela toma medicação diariamente, faz consultas periódicas ao veterinário e vive muito bem com mais 11 irmãos, provando que a doença não impede que o cãozinho tenha uma vida feliz. 

A leishmaniose é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para seres humanos, e não tem cura.

Cães portadores de leishmaniose devem utilizar uma coleira repelente para evitar que transmitam a doença, recebem medicação por toda a sua vida e precisam passar pelo médico veterinário a cada 6 meses.

Uma das maiores causas de abandono de animais portadores de leishmaniose é o alto custo do tratamento contínuo e o medo de contaminação da família pelo animal. 

A aprovação desse projeto de lei teria um impacto bastante positivo não só para essas famílias que possuem um cãozinho portador da leishmaniose, como também no controle da doença e na diminuição da probabilidade de transmissão. 

A leishmaniose, transmitida pelo mosquito palha, assim como a raiva, a dirofilariose e outras zoonoses, são questões de saúde pública e devem receber atenção do governo para que haja diminuição ou até mesmo a erradicação, quando possível.

Como anda a prevenção da leishmaniose aí na sua casa?

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