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COTIDIANO

Após greve, hospitais universitários retornam 100% dos atendimentos

Dias paralisados de greve serão abonados em 50% e os outros 50% devem ser compensados pelo servidor.

Publicado em 09/04/2026 às 12:17


				
					Após greve, hospitais universitários retornam 100% dos atendimentos
Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa | Foto: Divulgação. Foto: Divulgação

Os servidores dos Hospitais Universitários Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa, e Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande, finalizaram nesta quarta-feira (8) a greve iniciada pela categoria no último dia 30. Os serviços do hospital voltaram a funcionar nesta quarta às 13h.

Embora nem todas as reivindicações da greve tenham sido atendidas, o que motivou a não concordância da base dos HUs da Paraíba com o fim da greve, a decisão de finalizá-la foi maioria entre as bases que compõem o nacional, encerrando a greve também na Paraíba.

De acordo com o diretor João Carlos Pita, do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Públicas de Serviços Hospitalares na Paraíba (Sindserh-PB) o principal ponto de discordância do sindicato foi referente à redação da cláusula referente ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).

"Nossa interpretação é de que, da forma como foi escrita, a cláusula desconsidera conquistas que tivemos anteriormente. Por isso negamos a proposta, mas a maioria das deliberações nos demais estados foram a favor do fim da greve", explica.

O acordo ocorreu nos seguintes termos, no âmbito da conciliação processual em curso no Tribunal Superior do Trabalho:

  • reajuste salarial com aplicação de 100% do INPC (inflação do período a partir de junho de 2026);
  • auxílio alimentação também reajustado pelo INPC;
  • assistência médica/odontológica, auxílio escolar e auxílio à pessoa com deficiência, todos reajustados pelo INPC.

A proposta também traz pontos relacionados à prevenção e combate ao assédio, ações afirmativas, proteção à mulher, maternidade e paternidade, regras de férias e licença para acompanhamentos de dependentes.

Ainda de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Empresa Pública de Serviços Hospitalares na Paraíba, com os dias paralisados de greve serão abonados em 50% e a compensação será de 50% da jornada devida dentro do que já está previsto no ACT vigente para o banco de horas.

Imagem

Rafaela Gambarra

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