icon search
icon search
home icon Home > cotidiano
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
Compartilhe o artigo
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
compartilhar artigo

COTIDIANO

Áudios mostram atuação de agente da Polícia Civil em desvio de drogas que indiciou três na PB

Polícia Civil indiciou o delegado Braz Morroni e os agentes Everton Aires e Eduardo Jorge por furto qualificado, abuso de autoridade e outros.

Publicado em 16/07/2026 às 15:05

Áudios de um dos inquéritos da Polícia Civil que indiciou o delegado Braz Morroni e os agentes Everton Aires, conhecido como "Bomba" e Eduardo Jorge, conhecido como "Mão Branca", mostram a atuação do grupo criminoso em um esquema de desvios de drogas da corporação.

Todos os citados foram indiciados nessa investigação, de acordo com documento que o g1 teve acesso nesta quinta-feira (16). Ainda há um outro inquérito, em que tanto o delegado quanto os agentes da Polícia Civil são investigados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Nos áudios em questão, quem aparece falando é o agente Everton Aires, o Bomba. Ele explica os tipos de drogas que o grupo tinha. O interlocutor dele era o também investigado João Wicttor Alves de Lima.

De acordo com o inquérito, a conversa ocorreu no dia 12 de setembro de 2025, às 14h13, poucas horas após o grupo investigado ter invadido um apartamento no bairro João Paulo II, em João Pessoa, para subtrair entorpecentes.

"Foi uma lapada que rodou muita flor, floripa, natural, e no meio tinha esse material... aí eu separei (...) Pô, essa parte todinha de natural, essa parte floripa, essa parte toda aí eu deixei com o meu menino ali. Aí meio quilo de pó... e o pó é bom, visse? E o haxixe eu deixei separado, pra deixar contigo. Porque eu sei que o menino já é mais forte nisso aí. Tá lá em casa", disse.

LEIA TAMBÉM: Quem é o delegado preso em operação contra o tráfico de drogas em João Pessoa

Braz Morroni, Everton Aires e Eduardo Jorge estão presos temporariamente desde a Operação Perfídus, deflagrada no início de junho. De acordo com o relatório final do inquérito o delegado e os agentes foram indiciados especificamente pelos crimes de furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual.


					Áudios mostram atuação de agente da Polícia Civil em desvio de drogas que indiciou três na PB
Áudios mostram atuação de agente da Polícia Civil em esquema de desvio de drogas na PB - Foto: TV Cabo Branco.

A defesa de Everton Aires informou que não tem conhecimento sobre a conclusão do inquérito. A defesa de Eduardo Jorge declarou que "até aqui" não consegue se "pronunciar sobre o conteúdo de possível pedido de prisão, desejando apenas que possamos ter um processo democrático, justo e honesto".

O Jornal da Paraíba procurou adefesas de Braz Morroni, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

Com a conclusão de um dos inquéritos, a Polícia Civil afirmou que "qualquer outra medida cautelar é insuficiente" e solicitou também a prisão preventiva dos três suspeitos.

A Polícia Civil informou, também, que as suspeitas de tráfico de drogas e associação para o tráfico são investigadas em outro inquérito. Segundo o relatório, a separação foi adotada para evitar tumulto processual, confusão na análise das provas e prejuízo à compreensão dos fatos.

Operação Perfídus

A operação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Ao todo, a operação cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados.

Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado". De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes.

O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa.

Outros presos da operação:

  • João Wicttor Alves de Lima;
  • Brendo Roberth Fernandes Sobral;
  • Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha");
  • José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira");
  • Vanessa Dantas Fernandes;
  • Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau").
Imagem

Jornal da Paraíba

Tags

Comentários

Leia Também

  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
    compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp