COTIDIANO
'Caso ISEA': Polícia conclui inquérito e seis profissionais de saúde são indiciados
Polícia Civil concluiu investigação e apontou falhas no atendimento de uma gravidez de alto risco; caso será analisado pelo Ministério Público.
Publicado em 10/06/2026 às 15:06

Seis profissionais de saúde, sendo quatro médicos e duas enfermeiras, foram indiciados pela Polícia Civil após a investigação sobre a morte de uma gestante e do bebê que ela esperava no Instituto de Saúde Elpídio Almeida (ISEA), em Campina Grande. O caso aconteceu em março de 2025.
Segundo a polícia, a investigação, concluída após 1 ano e 3 meses do ocorrido, apontou falhas no atendimento prestado à paciente, que tinha uma gravidez de alto risco. Entre os problemas identificados estão demora na adoção de medidas médicas, falhas na condução do parto e procedimentos considerados inadequados para o quadro clínico da gestante.
Os laudos analisados durante a apuração indicam que o bebê morreu ainda durante a gestação após um rompimento da parede uterina. De acordo com a Polícia Civil, uma intervenção cirúrgica realizada mais cedo poderia ter evitado o óbito.
A gestante morreu 25 dias depois. Conforme os exames periciais, a causa da morte esteve relacionada a uma condição genética preexistente, agravada pelas complicações ocorridas durante o atendimento médico, e, segundo a nota da polícia "A investigação não identificou conduta criminosa por parte dos profissionais que participaram da cirurgia de emergência realizada posteriormente, uma vez que atuaram na tentativa de preservar a vida da paciente."
A investigação também identificou indícios de violência verbal e psicológica contra a paciente durante o período em que esteve internada.
Os nomes dos profissionais não foram divulgados. O caso foi encaminhado ao Ministério Público da Paraíba e à Justiça, que vão analisar as conclusões da investigação e decidir sobre os próximos passos.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que as condutas apuradas são individuais e não representam o trabalho realizado pelo ISEA. O Jornal da Paraíba procurou a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande e aguarda posicionamento.

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