COTIDIANO
Defensoria Pública questiona fim de plantões noturnos em hospitais de Campina Grande
Órgão questiona mudanças nas escalas de Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social e cobra informações sobre a cobertura dos serviços.
Publicado em 13/08/2026 às 18:56 | Atualizado em 13/08/2026 às 20:39

A Defensoria Pública da Paraíba cobrou informações sobre os plantões em hospitais de Campina Grande e a continuidade dos serviços de Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social na rede municipal. O órgão questiona mudanças nas escalas e possíveis períodos sem profissionais durante a noite, nos fins de semana e feriados. O Jornal da Paraíba teve acesso ao documento nesta quinta-feira (13).
O ofício foi enviado à Secretaria de Saúde de Campina Grande na quarta-feira (12) e dá prazo de 15 dias para que a pasta apresente informações sobre a organização dos serviços.
A cobrança envolve quatro unidades: o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), o Hospital da Criança e do Adolescente, o Hospital Municipal Dr. Edgley e o Hospital Municipal Pedro I.
Em nota enviada ao JORNAL DA PARAÍBA, a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande informou que não tomou conhecimento do ofício citado e que reorganizou as escalas de algumas categorias profissionais da rede hospitalar, como parte da adequação dos serviços às necessidades de cada unidade. A pasta afirmou que os serviços de Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social continuam sendo ofertados conforme os protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS) e as necessidades dos pacientes e que a reorganização não compromete a assistência aos usuários.
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De acordo com a Defensoria, há relatos de que os plantões noturnos de Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social teriam sido interrompidos em algumas unidades. Nesses casos, o atendimento teria ficado concentrado entre 7h e 19h.
O órgão afirma que a mudança pode deixar períodos sem atendimento para situações que não acontecem apenas durante o horário administrativo. Entre os exemplos citados estão casos de violência doméstica e sexual, crianças e adolescentes em situação de risco, abandono, óbitos e altas hospitalares que precisam de articulação com a rede de proteção.
O que pede a Defensoria
De acordo com o documento, a Defensoria pede que, caso não exista profissional disponível durante todo o período de funcionamento das unidades, a Secretaria de Saúde deverá informar qual é o fluxo de atendimento para os pacientes que precisarem desses serviços nesses horários. O órgão também pediu informações sobre uma possível previsão de retomada da cobertura.
A Defensoria solicitou ainda as escalas dos últimos três meses, incluindo agosto de 2026, dos quatro hospitais. Também pediu os documentos que fundamentaram mudanças nas escalas, redução de equipes, remanejamento ou descontinuidade dos serviços.

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