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COTIDIANO

Delegado e agente presos em operação sobre desvio de drogas são exonerados da Polícia Civil

Braz Morroni e Eduardo Jorge (Mão Branca) estão presos desde 2 de junho, quando foram alvos da Operação Perfídus.

Publicado em 29/10/2026 às 9:25 | Atualizado em 29/10/2026 às 10:18


					Delegado e agente presos em operação sobre desvio de drogas são exonerados da Polícia Civil
Foto: TV Globo. Gustavo Demétrio

O delegado Braz Morroni e o agente da Polícia Civil Eduardo Jorge Ferreira, conhecido como “Mão Branca”, foram exonerados dos cargos que ocupavam na corporação. Os dois estão presos desde 2 de junho, quando foram alvos da Operação Perfídus, que investiga um suposto esquema de desvio de drogas apreendidas.

As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (29). Apesar de perderem os cargos, os dois permanecem vinculados à Polícia Civil da Paraíba.

Braz Morroni atuava na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Segundo a investigação, ele é suspeito de participar do desvio de entorpecentes apreendidos, receber parte dos lucros obtidos com a revenda das drogas e usar a posição hierárquica para proteger integrantes do grupo.

Já Eduardo Jorge Ferreira, conhecido como “Mão Branca”, é investigado por suspeita de participação na retirada de drogas apreendidas, no monitoramento de carregamentos, na manipulação de rastreadores e no armazenamento de entorpecentes.

Relembre o caso

Em agosto, a Justiça da Paraíba aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tornou réus oito investigados na Operação Perfídus, entre eles Braz Morroni, Eduardo Jorge e o agente Everton Aires.

De acordo com a denúncia do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa armada que desviaria carregamentos de drogas pertencentes a facções rivais para reinseri-los no comércio ilegal.

O grupo também é acusado de lavagem de dinheiro, por meio da dissimulação dos valores obtidos com as atividades criminosas.

A investigação foi conduzida em uma ação conjunta do Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, e da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Segundo o Ministério Público, policiais lotados na DCCPAT teriam atuado em conjunto com integrantes do narcotráfico.

Imagem

Jornal da Paraíba

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