COTIDIANO
Dois suspeitos de matar trabalhadores baianos na Paraíba são presos em Mato Grosso
Prisão aconteceu na cidade de Cuiabá e Polícia Civil considera os presos os últimos envolvidos na chacina dos baianos, em Bayeux.
Publicado em 07/05/2026 às 18:57

Dois homens foram presos suspeitos de matar quatro trabalhadores baianos, nesta quinta-feira (7). As prisões aconteceram em Cuiabá, no Mato Grosso, e o crime aconteceu em abril, na cidade de Bayeux, na Grande João Pessoa.
A Polícia Civil da Paraíba, responsável pelas investigações, não informou detalhes das prisões e também não divulgou as identidades nem as participações dos suspeitos no crime.
Uma coletiva de imprensa foi convocada para a sexta-feira (8), em João Pessoa, para a corporação dar mais detalhes da dinâmica das prisões e a participação de ambos na chacina.
A ordem para matar os quatro trabalhadores baianos encontrados mortos em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, foi dada por um chefe de uma facção criminosa no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela Polícia Civil da Paraíba ainda no mês passado.
De acordo com corporação, a principal linha de investigação sobre os quatro trabalhadores baianos mortos envolve uma suposta dívida de drogas relacionada a um dos trabalhadores, identificado como Lucas Bispo, de 22 anos. Os outros três homens não tinham dívidas do tipo.
No dia 8 de abril, um homem suspeito de envolvimento no caso foi preso durante uma operação conjunta da Delegacia de Homicídios e da Guarda Civil Metropolitana, em Bayeux, também na Grande João Pessoa. Ele foi localizado em uma casa no bairro Comercial Norte, após seis dias de investigações. Com o suspeito, os agentes encontraram o celular de uma das vítimas.
Segundo a Polícia Civil, o homem preso já havia sido detido anteriormente por tráfico de drogas e faz parte da organização criminosa. A polícia informou, no entanto, que ele não era o fornecedor de drogas do trabalhador, conforme as apurações.
De acordo com a polícia, cinco suspeitos, além do preso, já foram identificados como envolvidos na execução dos trabalhadores e na ocultação dos corpos. Todos estão foragidos e têm mandados de prisão expedidos pelo Poder Judiciário.
Durante a operação que prendeu um dos homens envolvidos, uma mulher que estava no local da prisão e também foi presa por tráfico de drogas. Segundo a investigação, ela não aparece como tendo ligação com o crime.
O crime
A perícia inicial indica que as vítimas foram mortas havia dois dias, por disparos de arma de fogo. Três delas estavam com as mãos amarradas para trás. Ainda de acordo com a polícia, o carro teria sido roubado no município de Santa Rita, na Grande João Pessoa.
Devido ao avançado estado de decomposição, não foi possível identificar visualmente as vítimas nem a quantidade de perfurações. Exames cadavéricos foram necessários para confirmar as identidades.

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