COTIDIANO
Dono de granja usada como casa de acolhida na PB diz que se ‘espantou’ com número de internos
Imóvel foi alugado para funcionar como filial de uma casa de recuperação de Pernambuco. Mais de 100 pessoas deixaram o espaço.
Publicado em 23/10/2026 às 12:21 | Atualizado em 23/10/2026 às 12:54

O proprietário de uma granja em Santa Rita, na Grande João Pessoa, afirmou ter se surpreendido com a quantidade de pessoas que chegaram ao imóvel, alugado para funcionar como filial de uma casa de recuperação de Pernambuco. Segundo Dorgivan de Castro, cerca de 160 pessoas estavam no espaço entre quarta-feira (21) e quinta-feira (22).
Mais de 100 pessoas deixaram a casa de acolhimento na quinta-feira (22), após uma agressão física envolvendo uma pessoa que foi ao local buscar um familiar. Depois de saírem do imóvel, parte do grupo passou a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230. A pessoa agredida registrou um boletim de ocorrência.
Leia também:Mais de 100 pessoas deixam casa de acolhida e passam noite em posto na BR-230, em Santa Rita
Em entrevista à TV Cabo Branco, Dorgivan explicou que o imóvel estava disponível para locação e foi alugado por um homem identificado como Gláucio Amaral, que pretendia instalar uma filial da casa de recuperação que funcionava em Goiana, em Pernambuco.
O proprietário contou que as pessoas começaram a chegar na quarta-feira (21). Ao perceber a quantidade de acolhidos, ele procurou o responsável pelo grupo e alertou que o espaço não teria capacidade para receber todos.
“O nosso espaço estava disponível para locação, então fomos procurados para eles abrirem uma filial da clínica. Eu realmente fiquei meio espantado com o número de pessoas para o ambiente, em média 160 pessoas. Eu procurei ele e disse que aqui não ia comportar essa quantidade de pessoas”, relatou.
Dorgivan afirmou que soube do ocorrido por meio da pessoa que registrou o boletim de ocorrência. Quando chegou à granja, parte dos acolhidos e a liderança responsável pelo grupo já haviam deixado o local.
"Eu tomei conhecimento através da pessoa que fez o BO. Quando eu vim para cá, para o local, o pessoal já tinha se evadido, a liderança que estava aqui tomando conta do pessoal e muita gente se evadiu também. A gente foi trazendo de volta aqueles que quiseram voltar, acolhemos os que ficaram para dar assistência e reconduzi-los aos seus familiares", disse.
Os acolhidos relataram à TV Cabo Branco que a instituição alegou não ter condições de mantê-los e denunciaram ter sofrido maus-tratos.
Dorgivan afirmou que não pretende continuar com o contrato de aluguel da granja e que a intenção é encontrar os familiares das pessoas para que elas possam voltar para casa.

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