COTIDIANO
Estelionatário fingia ser funcionário da TIM e aplicava golpe na PB e CE
Serviço de Inteligência do 5º Batalhão da PM prendeu acusado de se identificar com o nome da TIM para alugar veículos e revendê-los. Golpe teria sido aplicado até no Ceará.
Publicado em 14/04/2010 às 9:30
Karoline Zilah
O Serviço de Inteligência do 5º Batalhão da Polícia Militar prendeu em Mangabeira, na Capital, um homem acusado de aplicar golpes em locadoras de veículos na Paraíba e no Ceará. Willames Gustavo Chagas, de 20 anos, fingia que estava a serviço da operadora telefônica TIM para alugar os carros e vendê-los ilegalmente, bem como seus acessórios, a exemplo do sistema de som automotor.
O golpista foi detido na noite da terça-feira (12) e com ele, o Serviço de Inteligência apreendeu um carro Gol ano 2010, que seria revendido por apenas R$ 6 mil, além de um crachá falso de funcionário da Tim com o nome de Gutyano Souto Maior, identificação que ele usava para alugar os veículos. Ele também se identificava como Willames Souto Maior.
De acordo com o sargento Assis, do 5º Batalhão, há indícios de que Willames praticar o mesmo tipo de golpe em João Pessoa, Alhandra, Campina Grande, Puxinanã e Lagoa Seca, além de ter causado prejuízos a empresas do setor de locação de veículos no Ceará. Foi após o seu último golpe em Alhandra, onde ele teria roubado um Corsa, que o Serviço de Inteligência aprofundou as buscas e as investigações.
A Polícia Militar fez uma diligência acompanhada do acusado para que ele mostrasse onde guardava os veículos roubados e para quem os repassava. Em seguida, ele foi encaminhado para a 9ª Delegacia Distrital e apresentado à Polícia Civil. O acusado pode ser indiciado por estelionato, roubo e falsidade ideológica.
O delegado Edilson Araújo deverá ouvir ainda os proprietários das locadoras que sofreram o golpe. Mais detalhes sobre o caso serão repassados ainda nesta manhã pela 9ª DD.
A assessoria de imprensa da operadora TIM no Nordeste declarou que ainda não foi notificada oficialmente sobre a prisão. Contudo, a empresa fez uma busca em seu cadastro de funcionários e não localizou nenhum prestador de serviço com os nomes apresentados pelo acusado.
Atualizada às 10h10.

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