COTIDIANO
FAP atende pacientes com problemas
Doentes têm sua qualidade de vida prejudicada, devido ao tratamento contínuo, demoradas sessões de hemodiálise três vezes por semana.
Publicado em 15/07/2012 às 8:00 | Atualizado em 26/08/2021 às 23:29
As dificuldades enfrentadas por pacientes com Insuficiência Crônica Renal (ICR) são muitas. Os doentes têm sua qualidade de vida prejudicada, devido ao tratamento contínuo, demoradas sessões de hemodiálise três vezes por semana, constantes visitas ao médico, restrições alimentares, e outros fatores que comprometem a sua qualidade de vida.
As rotinas cotidianas são desconfortáveis e por vezes dolorosas. A perda da função renal significa a não eliminação de substâncias tóxicas que são produzidas pelo organismo. A hemodiálise é um tipo de tratamento substitutivo da função renal, utilizado para remover líquidos e produtos do metabolismo do corpo quando os rins são incapazes de fazê-lo.
Os pacientes podem ser submetidos à diálise durante o resto de suas vidas ou até receberem um transplante renal bem-sucedido. O autônomo João Martins da Silva Neto, morador de Ingá, no Agreste Paraibano, faz hemodiálise há cinco anos. São 3h a 4h de tratamento a cada sessão, três vezes por semana, no Hospital da FAP.
“Eu viajo para Campina Grande todo dia que preciso fazer o tratamento. São muitas dificuldades, não posso pegar em peso, tenho um problema no braço, que às vezes sangra devido ao tratamento. Não posso mais andar de moto também. Estou na fila do transplante e uma vez já tive a oportunidade, mas deu incompatibilidade”, contou.
As sessões na FAP funcionam em três turnos diários, de 7h às 19h. Há uma sala específica para pacientes graves. “Além do tratamento, já foram realizados 20 transplantes este ano e a previsão é de 40 até o fim do ano”, explica o médico responsável pelo setor de terapia renal substitutiva, Luiz Barros.

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