COTIDIANO
Menina acusa padrasto de estupro
Violência sexual acontecia dentro da casa da vítima, no bairro dos Novais, em João Pessoa, e seria praticada pelo ex-presidiário José Salviano de Santana.
Publicado em 05/11/2011 às 6:30
Uma menina de apenas 9 anos estava sendo abusada sexualmente há quase um ano. A violência sexual acontecia dentro da casa da vítima, no bairro dos Novais, em João Pessoa, e seria praticada pelo ex-presidiário José Salviano de Santana, de 56 anos. O crime foi denunciado na manhã de ontem à Delegacia de Repressão a Crimes contra a Infância e a Juventude. Detido em flagrante, o acusado nega o crime, mas os abusos foram relatados com detalhes pela criança.
A mãe da garota explicou à delegada Joana D’arc que a filha já não dormia em casa com medo de ser vítima dos frequentes abusos. “Ela dormia na casa de vizinhos e parentes. Na última quinta-feira, ela contou a uma vizinha a violência que sofria. Esta mulher contou todo o crime à mãe da menina que esperou que o dia amanhecesse para procurar a delegacia”, explicou a delegada Joana D’arc, acrescentando que a mulher agiu corretamente evitando assim que o ex-presidiário desconfiasse da denúncia e conseguisse fugir.
Abalada psicologicamente e com o sentimento de culpa, a menina chegou a revelar detalhes do estupro afirmando que era ameaçada de morte pelo padrasto, que sempre portava um revólver durante os abusos. “Ele chegou a dizer que iria cometer uma chacina, assassinando toda a família”, disse a delegada.
A polícia agiu rápido e conseguiu prender o acusado no Mercado Modelo, no bairro do Varadouro, portando uma faca.
Ele nega as acusações, afirmando que a denúncia foi motivada por uma vingança, já que na última quarta-feira ele teria agredido fisicamente a esposa.
“Eu não abusei de ninguém não. O que estão fazendo comigo é uma calúnia, um absurdo. Eu vivia há 4 anos com a mãe dessa menina, mas nunca tive nenhum problema com os filhos dela”, disse José Salviano.
Ele confessou que já cumpriu pena por homicídio no Estado de Pernambuco e por assalto na Paraíba.
A criança foi encaminhada à Gerência de Medicina e Odontologia Legal (Gemol) para fazer exames de corpo de delito e conjunção carnal. O acusado foi levado para a Central de Polícia.

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