COTIDIANO
Morre homem que estava internado com raiva humana em Campina Grande
Paciente estava internado no Hospital Universitário Alcides Carneiro e teve o diagnóstico confirmado em dezembro.
Publicado em 05/01/2026 às 7:05 | Atualizado em 05/01/2026 às 10:34

Morreu neste domingo (4) o homem que estava internado com raiva humana no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande. A informação foi confirmada pelo diretor de Vigilância e Saúde de Campina Grande, Miguel Dantas.
Segundo a Secretaria de Saúde do município, houve o cumprimento rigoroso do protocolo para a confirmação da morte encefálica da vítima, incluindo exame complementar com doppler transcraniano. A morte foi confirmada às 11h30.
Os primeiros sintomas da doença surgiram no dia 10 de dezembro, com internação em unidade hospitalar no dia 13. Houve piora do quadro clínico do paciente, quando ele precisou ser transferido para a terapia intensiva, em estado grave.
O homem, que não teve a identidade revelada, foi mordido por um sagui no mês de setembro. Segundo a Secretaria de Saúde da cidade, ele não procurou atendimento médico na época.
A prefeitura de Campina Grande confirmou o diagnóstico de raiva humana no dia 22 de dezembro.
Os sintomas de raiva humana
Entre os sintomas apresentados pelo homem quando deu entrada pela primeira vez na unidade hospitalar, estavam agitação mental e física, confusão mental, alteração do nível de consciência, aerofobia, falta de ar e queda na oxigenação do sangue.
Em razão do quadro de insuficiência respiratória aguda associado a instabilidade neurológica, foi necessária intubação do homem e início de ventilação mecânica invasiva. O quadro clínico neurológico era considerado grave.
O homem chegou a ficar em sedação profunda, com instabilidade da pressão arterial e estava sob cuidados intensivos, com monitorização contínua e acompanhamento multiprofissional da equipe do hospital.
“É o grande erro de todo mundo. Ele tentou alimentar um animal silvestre. Inclusive, após a mordedura, ele não encontrou mais o animal. Outro erro: ele também não procurou o serviço de saúde para tratar a mordida. Inclusive, inchou, causou incomodo, mas ele não procurou. O tratamento pós-exposição aconteceria nesse momento", afirmou Miguel Dantas.

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