COTIDIANO
Motorista de ônibus que atropelou e matou motociclista é levado para o presídio do Róger
Justiça converteu prisão em flagrante em preventiva após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (24).
Publicado em 24/04/2026 às 11:05 | Atualizado em 24/04/2026 às 11:24
O motorista de ônibus Carlos Eliezer Pereira de Carvalho, suspeito e atropelar e matar um motociclista após uma discussão de trânsito, teve a prisão mantida e foi encaminhado para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecida como presídio do Róger, em João Pessoa. A decisão foi divulgada após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (24).
Procurada, a defesa de Carlos Eliezer disse à A Rede Paraíba de Comunicação que não iria se pronunciar.
Calor Eliezer está preso desde a quinta-feira (23). Ele é investigado por homicídio doloso, quando há intenção de matar, após imagens de câmeras de segurança mostrarem o ônibus avançando em direção ao motociclista.
Além da manutenção da prisão, a decisão judicial determinou a coleta de material biológico de Carlos Eliezer, que deve ser feita pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) no prazo de dez dias, conforme previsto em lei.

O atropelamento aconteceu no bairro do Cuiá, na Zona Sul de João Pessoa, na tarde da última quinta-feira (23). A vítima que morreu foi identificada como Matheus de Souza Soares, de 26 anos.
Duas outras pessoas foram atingidas no episódio e ficaram feridas. De acordo como Hospital de Emergência e Trauma da capital, uma das vítimas, de 56 anos, recebeu alta na tarde de quinta-feira (23), e a outra, de 29 anos, segue internada em estado estável.

Posicionamento do Sintur-JP
Nesta sexta-feira (24), em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de João Pessoa (Sintur-JP) informou que tomou conhecimento dos desdobramentos do caso, afirmou confiar na apuração das autoridades e disse que acompanha a investigação. A entidade declarou que não compactua com condutas que desrespeitem a vida e a segurança no trânsito e manifestou solidariedade à família da vítima.
Antes da prisão, o Sintur-JP havia informado, em nota enviada ao JORNAL DA PARAÍBA, que não houve discussão. Segundo a entidade, com base no relato do condutor, o ônibus trafegava dentro do limite de velocidade da via quando o motociclista caiu à frente do veículo, sem possibilidade de evitar o atropelamento.
Perícia no local e no veículo

Uma perícia foi realizada no local da morte pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) e, de acordo com o perito Fabrício Menezes, foi constatado que a vítima que acabou morrendo foi arrastada pelo ônibus por alguns metros. O ônibus passou por perícia posterior, já que o motorista do veículo fugiu depois do ocorrido.
Na perícia realizada no ônbus, o IPC encontrou resquícios de massa encefálica no pneu esquerdo traseiro do veículo, além da lataria destruída na parte dianteira.
Antes da investigação aberta, preliminarmente a Polícia Militar informou que testemunhas relataram que o desentendimento começou após uma troca de acusações entre os dois condutores. Em seguida, o motorista do transporte coletivo avançou o veículo e atingiu o motociclista.

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