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COTIDIANO

Operação na Secretaria de Administração Penitenciária da PB apura possível desvio de combustível

Investigação começou após a própria Seap identificar irregularidades nos registros de abastecimento e comunicar o caso à Polícia Civil.

Publicado em 07/10/2026 às 8:58


					Operação na Secretaria de Administração Penitenciária da PB apura possível desvio de combustível
Operação na Secretaria de Administração Penitenciária da PB apura possível desvio de combustível. (Foto: Reprodução/Polícia Civil da Paraíba)

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), uma operação que investiga um possível esquema de desvio de combustível na Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap). Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em João Pessoa e Teixeira durante a Operação Frota Fantasma.

De acordo com a Polícia Civil, durante a apuração, foram encontrados registros de abastecimentos atribuídos a veículos que estariam quebrados e fora de uso. Também foram identificados abastecimentos de geradores de unidades prisionais que, segundo a investigação, não teriam ocorrido.

A investigação começou após a própria Seap identificar irregularidades nos registros de abastecimento de veículos e equipamentos vinculados à secretaria. As irregularidades foram analisadas em um período de aproximadamente um ano e teriam causado um prejuízo estimado em cerca de R$ 800 mil aos cofres públicos.

Ainda segundo a Polícia Civil, um servidor vinculado ao setor de transportes da Seap é suspeito de envolvimento nas práticas investigadas. Após as possíveis irregularidades serem identificadas, ele foi afastado das funções.

Além dos mandados de busca e apreensão, a operação também cumpriu medidas de bloqueio e sequestro judicial de bens. Segundo a polícia, as medidas têm o objetivo de reunir novas provas e preservar patrimônio para um possível ressarcimento aos cofres públicos.

A operação foi realizada pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACCO) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

As investigações continuam para o esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. Novas diligências podem ser realizadas ao longo da apuração.

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Jornal da Paraíba

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