COTIDIANO
Pai suspeito de agredir filho fugiu com a criança após ser localizado em Campina Grande
De acordo com a Polícia Civil, pai foi preso no Rio Grande do Norte.
Publicado em 13/10/2026 às 19:00

Um pai, que não teve a identidade divulgada, foi preso suspeito de agredir o próprio filho com um pedaço de madeira na cidade de Equador, no interior do Rio Grande do Norte, após fugir de Campina Grande. De acordo com a Polícia Civil, o homem estava em fuga após a tia da criança dele, com quem o menino morava, conseguir a guarda provisória no Distrito Federal.
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Conforme as investigações, o menino foi levado pelo pai, em abril deste ano, de uma escola onde estudava no próprio Distrito Federal sem autorização da tia. Até aquele momento, no entanto, ela não tinha a custódia do menino. A mãe da criança é considerada inimputável.
Após o desaparecimento, a tia entrou com uma medida de urgência na Justiça do DF e conseguiu a guarda provisória da criança.
Pai e menino foram localizados, inicialmente, no estado de Goiás pelas autoridades, mas o homem fugiu logo em seguida com o filho. Na semana passada, os dois foram encontrados em Campina Grande, mas, novamente, o pai fugiu com o filho.
Segundo a Polícia Civil, no domingo (11), uma mulher comunicou ao Conselho Tutelar de Equador ter recebido a criança e o pai dela em uma residência. A Polícia Militar também foi acionada para a ocorrência.
Os policiais identificaram uma lesão aparentemente recente próxima à boca do menino.
Tia da criança fala sobre relação com o pai

Em entrevista para a TV Paraíba, a tia da criança, Natália Barbosa, disse que durante seis anos que ela cria a criança, o pai nunca havia aparecido e os únicos momentos eram por mensagens com tom de ameaça. Medidas protetivas chegaram a ser solicitadas pela tia.
"Ele foi lá e roubou o menino da escola da escola, quando eu cheguei lá pra buscar a criança, não estava mais lá. Quando eu fiquei sabendo que ele estava lá em Águas Lindas (cidade de Goiás), eu fui lá atrás dele, da criança. Chegou lá, ele bateu, foi no meu carro, saiu arrastando a gente no carro, maior coisa, não consegui pegar de novo a criança e ele fugiu de novo com a criança para cá (Paraíba)", disse a tia.
Sobre a relação com a criança, a tia disse que teve sentimentos ruins após o desaparecimento do sobrinho e que esperava a resolução da questão.
"Ele gosta de brincar, gosta de nos saudar, de buscar render, de assistir televisão. É isso. Eu sinto falta dele. É uma vida que nós dois construímos juntos, eu e ele. Não foi dias, não, foi anos", disse.
Sobre o trabalho de buscas da polícia pelo paradeiro do pai com a criança, inicialmente no Distrito Federal, a tia também disse que houve auxílio das autoridades com ela e que ela também foi amparada.
"Eu não tenho muito o que falar não, porque nós tentamos pegar ele. Até que os policiais fizeram o que era dentro do possível, porque até quando eles chegaram ele já tinha fugido. O que puderam fazer de busca foi o que fizeram. O que puderam me alcançar, me orientar, foi o que me orientaram", ressaltou.

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