COTIDIANO
PM prende líderes do tráfico e ocupa bairro
Operação resultou na prisão de três pessoas e na apreensão de três menores.
Publicado em 12/11/2011 às 8:00
A operação ‘Gol de Placa’ realizada pelas polícias Civil e Militar na manhã de ontem, na comunidade Bola na Rede, no bairro dos Novais, em João Pessoa, resultou na prisão de três pessoas e na apreensão de três adolescentes suspeitos de tráfico de drogas e apologia ao crime. Além disso, também foram apreendidos drogas, armas, munições, computadores e remédios. Após as prisões, a polícia ocupou a comunidade e pretende instalar o Núcleo de Polícia Comunitária no local.
O material apreendido foi apresentado à imprensa no final da manhã de ontem na Central de Polícia, no Varadouro. Segundo o secretário de Segurança e Defesa Social (Seds), Cláudio Lima, o principal objetivo dessa operação foi retirar do comando pessoas que atuam no tráfico de drogas e no trabalho de apologia ao crime no bairro dos Novais. “Com isso, a polícia teria facilidade de se instalar e fazer a segurança na comunidade”, afirmou.
A gerente-executiva da Polícia Civil Metropolitana, Daniella Viccuna, explicou que alguns homens presos nessa operação já haviam sido detidos no início do ano por porte ilegal de armas. A denominação ‘Gol de Placa’ está associada ao nome da comunidade – Bola na Rede. “O objetivo era marcar um gol de placa com as prisões e ocupação do espaço”, afirmou Daniella Vicuuna.
O comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), coronel Jefferson Pereira, comentou que as investigações começaram há quatro meses. Alguns dos acusados já não tinham residência fixa na comunidade Bola na Rede, mas que dormiam e realizavam atividades na localidade para poder comandar o tráfico e a produção de letras de músicas de apologia à criminalidade. “Eles produziram CDs e DVDs com essas canções e espalhavam para a comunidade”, revelou.
Ainda, de acordo com o coronel Jefferson, as investigações continuam porque acredita que o número de pessoas envolvidas nesse trabalho seja maior. Ele explicou que a atuação dos bandidos era de forma inusitada. “Eles não afugentavam a comunidade. O grupo realizava pequenas atividades em favor da população para que não fosse denunciado”, ressaltou, acrescentando que “Era uma forma de conquistar o povo, sem agredir”.
Quase 200 homens do Grupo de Ações Táticas, Rotam, Choque participaram dessa operação. De acordo com a delegada Maria Soledade de Sousa, sete residências foram vistoriadas para poder encontrar os suspeitos da ação. Foram três mandatos de prisão. No entanto, duas pessoas não foram encontradas na comunidade. “O trabalho continua. Os computadores e todo o material será periciado para ajudar nas investigações”, completou.

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