COTIDIANO
Polícia Federal indicia vereador paraibano por tráfico de drogas
PF de Alagoas concluiu inquérito e indiciou por tráfico e associação ao tráfico de drogas o vereador Pedro Eulâmpio da Silva Filho e o motorista Edilaldo Ferreira de Araújo.
Publicado em 28/05/2010 às 10:28
João Paulo Medeiros
Do Jornal da Paraíba
Um mês depois de prender o vereador Pedro Eulâmpio da Silva Filho, de 43 anos, da cidade de São Bento, a Polícia Federal no Estado de Alagoas concluiu o inquérito e indiciou por tráfico e associação ao tráfico de drogas o parlamentar paraibano e o motorista patoense Edilaldo Ferreira de Araújo, 42 anos. O procedimento foi remetido à Justiça no início desta semana pelo delegado Daniel Couraça.
O vereador foi detido acusado de ter encomendado 26 quilos de crack ao caminhoneiro no município de Foz do Iguaçu, no Paraná, no final do mês passado.
Para o delegado, durante as investigações não restaram dúvidas de que o vereador teria envolvimento com o entorpecente que estava sendo transportado pelo motorista Edilaldo Ferreira e seria distribuído nos Estados de Alagoas e Paraíba.
“E a gente não tem provas de que ele tenha participado do envio de outros carregamentos, mas pela quantidade de drogas conseguidas na fronteira com o Paraguai há suspeitas. Porque dificilmente alguém consegue uma quantidade de drogas dessas na primeira vez”, considerou o delegado.
Após ser transferido para um dos presídios alagoanos, o vereador obteve junto à Câmara do município um pedido de licença sem remuneração durante 120 dias. O substituto dele, Raimundo Carneiro de Andrade Filho, do PMDB, assumiu o cargo na última quarta-feira (19).
“E nós continuamos esperando algum resultado dessa investigação. Mesmo que ele resolva tudo e conquiste a liberdade, Raimundo Carneiro cumprirá essa licença”, explicou o vice-presidente da Câmara de São Bento, vereador Marcos Davi.
Pedido de liberdade
O advogado do acusado, Jailson Araújo, informou que vai ingressar na próxima segunda-feira (31) com um pedido de liberdade do parlamentar na 15ª Vara Criminal de Maceió.
“Esse indiciamento é feito de praxe pela força policial quando há prisão inicial. Cabe ao Ministério Público ofertar ou não a denúncia. Mas eu acredito que nosso constituinte irá responder o processo em liberdade porque há indícios mínimos da participação dele”, prognosticou o advogado.
A quantidade de entorpecente encontrada com os dois acusados daria, segundo o delegado Daniel Couraça, da Polícia Federal alagoana, para fabricar aproximadamente 156 quilos de crack e estava avaliada em mais de R$ 30 mil.
O crack estava sendo transportado em um caminhão de placas MNU-3725 e havia saído de Foz do Iguaçu. Em depoimento, o motorista Edilaldo Ferreira afirmou que teria sido contratado por Pedro Eulâmpio para transportar a droga.

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