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COTIDIANO

Psicólogo Eduardo Paredes se apresenta

Eduardo Paredes que teve mandado de prisão preventiva expedido na última sexta-feira (13) era considerado foragido.

Publicado em 25/01/2012 às 6:30

O psicólogo Eduardo Paredes do Amaral, acusado de ter atropelado e causado a morte da comerciante Maria José dos Santos, de 56 anos, em junho de 2010, apresentou-se espontaneamente no final da manhã de ontem no 5º Batalhão da Polícia Militar, em João Pessoa.

O acusado permanecerá detido no batalhão em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedida no último dia 13, pelo juiz da 1ª Vara Criminal do Fórum de Mangabeira.

Segundo o advogado Abraão Beltrão, responsável pela defesa do acusado, Eduardo Paredes decidiu se apresentar para cumprir o mandado de prisão preventiva, mas nega que tenha causado o acidente que matou a comerciante Maria José e também o que vitimou a defensora Fátima de Lourdes Lopes Correia Lima, de 55 anos. O advogado disse ainda que vai solicitar a revogação da prisão do psicólogo.

A detenção do acusado causou um sentimento de Justiça entre os familiares das vítimas dos acidentes em que, segundo as investigações, Eduardo Paredes teria sido o responsável.
“Esperamos que ele seja julgado e condenado não só pelo acidente da minha mãe, mas também pelo outro que matou a defensora. Se ele tivesse sido preso pelo outro acidente, talvez minha mãe ainda estivesse viva”, disse José dos Santos, filho da comerciante morta em 2010.

Segundo Manoel Lopes, irmão da defensora, os familiares de Fátima Lopes esperam que com o cumprimento desse mandado o psicólogo também responda pelo acidente que matou a defensora em janeiro de 2010.

“Nos sentimos mais aliviados agora e parece que a Justiça está sendo feita, principalmente por tirar uma pessoa tão perigosa do meio da sociedade e que deixou duas famílias órfãs”, desabafou.

Eduardo Paredes se apresentou à polícia na mesma data em que completa dois anos do acidente que vitimou a defensora pública do Estado.

Ainda na noite de ontem, os familiares da comerciante Maria José dos Santos e da defensora pública Fátima Lopes realizaram uma missa campal e uma mobilização para pedir paz no trânsito, no Busto de Tamandaré, na praia de Tambaú, em João Pessoa. Ele ficará detido no batalhão militar por ter curso superior.

Imagem

Jornal da Paraíba

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