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COTIDIANO

Resultado de exame para comprovar maioridade de suspeito de homicídio em hotel é inconclusivo

Perícia não conseguiu confirmar se o suspeito já atingiu a maioridade. Polícia vai usar documentos e outros meios de prova para comprovar a idade.

Publicado em 29/07/2026 às 6:58


					Resultado de exame para comprovar maioridade de suspeito de homicídio em hotel é inconclusivo
Suspeito de matar homem em hotel de João Pessoa alegou medo de ter relação exposta, diz polícia. Yanka Oliveira/TV Cabo Branco

O exame pericial realizado para confirmar a idade do adolescente suspeito de matar Washington Rodrigo, de 33 anos, em um hotel de João Pessoa, foi inconclusivo para estabelecer se ele já atingiu a maioridade. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (29) pelo perito Flávio Fabres, à TV Cabo Branco.

De acordo com Fabres, a perícia utilizou elementos dentários para tentar estimar a idade do suspeito, mas não foi possível chegar a uma conclusão.

"Como ele está na transição da maioridade, infelizmente, com o exame não foi possível estabelecer maioridade do indivíduo, então o exame restou inconclusivo. Pelo fato do indivíduo ter um porte avantajado e não parecer, à vista da população, como um menor, e os elementos dentários não apresentarem completamente expostos, não foi possível ao perito estabelecer a maioridade", explicou.

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Ainda segundo o perito, o jovem continuará recebendo tratamento como menor de idade, enquanto a investigação reúne outros documentos para comprovar oficialmente a idade.

Documentos apresentados por familiares e outros registros do histórico do suspeito serão reunidos e encaminhados à Justiça e ao Ministério Público.

"Não tem nenhuma modificação maior em relação à conduta da polícia, porque ele já está sendo custodiado como se menor fosse e, na dúvida, a gente vai dar esse tratamento de menor para ele", disse.

O delegado Diego Garcia, responsável pelas investigações, explicou que após a realização desses exames, o suspeito foi encaminhado para a ala de menores de idade da carceragem da Polícia Civil, em João Pessoa, onde vai aguardar a audiência de custódia com a promotoria de Infância e Juventude da capital.

O caso


					Resultado de exame para comprovar maioridade de suspeito de homicídio em hotel é inconclusivo
Polícia investiga morte de homem em hotel de João Pessoa.

O adolescente suspeito de matar Washington Rodrigo, de 33 anos chegou à capital paraibana, no final da manhã desta terça-feira (28), após ser ouvido em Caicó, no Rio Grande do Norte.

O suspeito se apresentou à 3ª Delegacia Regional de Caicó, na tarde desta segunda-feira (27), acompanhado de um advogado. Ele alegou à Polícia Civil que cometeu o crime por medo de ter a relação exposta.

Segundo o delegado Diego Garcia, responsável pela investigação, o adolescente afirmou que o contato entre os dois aconteceu por meio de um site de relacionamentos. Após o encontro, o suspeito teria se sentido intimidado pela vítima e usou uma réplica de arma de fogo para obrigá-lo a entregar a senha do celular.

"Alegou que se sentiu intimidado e ameaçado pela vítima que supostamente teria fotografado alguma parte do momento íntimo dos dois, ao passo que fez ele se algemar, simulando um fetiche, e, mediante o uso de uma airsoft, o constrangeu para entregar seu celular para que ele verificasse se havia mensagem ou fotografias em detrimento de sua pessoa, já que ele se acha um teólogo e por isso não poderia ter a imagem corrompida", disse o delegado.

Ainda conforme a Polícia Civil, o adolescente relatou que, depois disso, utilizou o cabo do secador de cabelo do hotel para estrangular Washington Rodrigo. Segundo o delegado, o investigado afirmou que a intenção era apenas deixar a vítima desacordada para conseguir sair do quarto.

O delegado Cristiano Santana, superintendente da Polícia Civil da Paraíba, afirmou que, após o crime, o adolescente tentou deixar o hotel usando o carro da vítima, mas não conseguiu.

"Ele tenta sair com o carro da vítima, mas não consegue e evade sozinho, em comportamento normal, inclusive fazendo postagens como se nada tivesse acontecido", disse.

Segundo a Polícia Civil, não havia entorpecentes no quarto do hotel. A investigação também encontrou a existência de uma luva cirúrgica no local. Os investigadores apreenderam uma pistola de airsoft e algemas, que, conforme o delegado, foram um dos objetos que ajudaram a esclarecer o caso.

"Existe um airsoft que foi apreendido. De fato existiram objetos que foram de grande valia para identificação, com elementos robustos que identificavam a participação do menor", afirmou o delegado.

Imagem

Janinne Vivian

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