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VIDA URBANA

Medo masculino de consultas atrapalha o diagnóstico precoce

Para coordenadora, é preciso acabar com essa mania de achar que um espaço de saúde tem de ser feminilizado.

Publicado em 12/02/2012 às 8:00

O aposentado Luiz Lima, 67 anos, sempre teve resistência de ir ao médico. Na realidade, ele tinha medo de receber algum diagnóstico indesejado. Apesar da insistência da esposa e das filhas, costumava menosprezar as leves pontadas que sentia de vez em quando no peito. “Muitas vezes eu achava que era cansaço pelo trabalho diário, até que uma noite as pontadas ficaram fortes e eu tive de ir ao hospital”, contou.

Após receber o atendimento na urgência, o aposentado foi para casa com uma série de exames para fazer. Ele ainda tentou resistir, dizendo que não seria necessário, mas a esposa o obrigou a realizá-los. “Quando retornei ao médico, ele disse que eu era hipertenso e tinha risco cardíaco”, declarou Lima. Desde então, passou a ir ao consultório com frequência. “Pelo menos uma vez a cada seis meses”, explicou.

Na opinião de Luciara Ferreira, coordenadora da área temática da saúde do homem em João Pessoa, a resistência do homem em ir ao médico está ligada à questão cultural.

“Outra questão bastante apontada pelos homens para a não procura pelos serviços de atenção primária está ligada à posição de provedor. Alega-se que o horário de funcionamento dos serviços de saúde não coincide com a carga horária do trabalho”, declarou.

Para a coordenadora, é preciso acabar com essa mania de achar que um espaço de saúde tem de ser feminilizado. Dentre as mudanças previstas para 2012, segundo Luciara, estão o estímulo à prática de exercícios dos homens em torno das praças, a discussão temática sobre o autocuidado, realizar ações educativas sobre acidentes e violência, etc.

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Jornal da Paraíba

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