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VIDA URBANA

Trabalhadores enfrentam longo caminho para receber o seguro-desemprego

Depois de perder o emprego, centenas de trabalhadores paraibanos precisam enfrentar um longo caminho para garantir o recebimento do seguro-desemprego.

Publicado em 27/01/2011 às 13:09

Valésia Sinésio
Do Jornal da Paraíba

Depois de perder o emprego, centenas de trabalhadores paraibanos precisam enfrentar um longo caminho para garantir o recebimento do seguro-desemprego. Na sede da Superintendência Regional do Trabalho da Paraíba (SRT-PB), em João Pessoa, é preciso chegar às 5h para conseguir uma ficha de atendimento e dar entrada na documentação junto ao Ministério do Trabalho antes do término do prazo. Diariamente, 50 fichas são entregues, porém a demanda é bem maior e muitas pessoas precisam voltar outras vezes.

Foi o que aconteceu com Suerlany Nascimento, que mora em Várzea Nova, no município de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. Na terça-feira passada, ela chegou às 9h e teve de voltar para casa sem atendimento. “Cheguei muito tarde, não sabia que era preciso ‘madrugar’ na fila”, declarou. Ontem, ela tentou mais uma vez. Chegou às 6h30 e se surpreendeu com o tamanho da fila, que já tinha cerca de 35 pessoas. Para não correr o risco de voltar para casa sem solução, Damião Rodrigues da Silva, que mora em Cabedelo, preferiu chegar o mais cedo possível. “Às 5h, eu já estava aqui”, revelou.

Josafá Miguel da Silva teve sorte. “Já sabia que tinha que chegar aqui bem cedinho, pois na semana passada um amigo meu veio dar entrada no seguro-desemprego e foi informado da disputa por fichas”, contou. Ele que mora no bairro dos Funcionários III chegou às 5h30 e garantiu o segundo lugar na fila.

Por dia, segundo o superintendente Inácio Machado, 120 fichas são distribuídas para triagem e atendimento. Inácio Machado informou que a fila é desnecessária. “Temos o serviço de agendamento, que permite ao trabalhador escolher um dia e horário para ser atendido sem transtorno algum”, explicou.

O agendamento é presencial e pode ser feito a qualquer hora do dia. Depois que é demitido (sem justa causa), o empregado pode dar entrada no seguro após o sétimo dia. O prazo termina em 120 dias. Passado esse período, o trabalhador perde o direito ao benefício. “É importante esclarecer ao público esses requisitos”, afirmou o superintendente.

Mas as filas existem, na realidade, por falta de informação dos trabalhadores. É que o pagamento do seguro-desemprego também pode ser feito em qualquer um dos 18 postos do Sistema Nacional do Emprego (Sine) espalhados pela Paraíba. Só em João Pessoa é possível ser atendido no posto que fica na rua Almeida Barreto, ou nos que estão localizados nas Casas da Cidadania. O coordenador-estadual do Sine, Altamir Ribeiro, lembrou que a existência dos postos do Sine facilita a vida do trabalhador que mora em outros municípios paraibanos. “Não há necessidade de se deslocar até a capital”, reforçou.

No ano passado, 19.159 trabalhadores paraibanos solicitaram o pagamento do seguro-desemprego nos postos do Sine. Os dados deste ano ainda não estão disponíveis. Os postos do Sine abrem às 8h, mas, segundo Ribeiro, é comum a formação de filas a partir das 7h. “Não há necessidade de pressa, nem de chegar tão cedo, pois o atendimento é ininterrupto, não fechamos para almoço”, destacou. Sendo assim, um trabalhador que chega às 15h terá garantido o atendimento.

Há postos do Sine em Araruna, Alagoa Nova, Bayeux, Cabedelo, Cajazeiras, Campina Grande, Catolé do Rocha, Guarabira, Esperança, Itaporanga, Mamanguape, Patos, Santa Rita, Sapé, Sousa e Teixeira, além de João Pessoa. Os postos abrem às 8h e fecham às 17h. A quantidade de pedidos de seguro-desemprego informado por Altamir Ribeiro corresponde a mais da metade dos atendimentos feitos pelo Sine no ano passado, que foi de 31.063.

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Jornal da Paraíba

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