VIDA URBANA
Docentes protestam pelo piso salarial
Mobilização fez parte do calendário de reivindicações da categoria, que cobra o pagamento do piso salarial integral.
Publicado em 14/09/2012 às 6:00
Professores da Rede Estadual de Ensino, em Campina Grande, das escolas Elpídio do Almeida (Estadual da Prata), Monte Carmelo e Nossa Senhora do Rosário, se reuniram na manhã de ontem na praça do Rosário e promoveram um protesto pelo não pagamento do piso salarial dos docentes. A mobilização fez parte do calendário de reivindicações da categoria, que promete ainda se organizar em mais três datas ainda este mês para cobrar celeridade no cumprimento da lei.
A categoria ainda cobra que a Secretaria de Educação do Estado respeite o Plano de Cargos, Careira e Remuneração (PCCR) no que diz respeito às ascensões vertical (formação) e horizontal (carreira) dos professores, além da redução da carga horária dos servidores não docentes de 8 horas, para seis horas corridas.
De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sintep), Edna Serafim, o Governo não paga vale transporte nem ticket alimentação para que os funcionários possam cumprir seu horário em dois turnos.
“Esse servidores não têm condições de trabalhar oito horas, divididos em dois turnos. O Governo da Paraíba não dá condições para isso. Além do mais, queremos receber o piso salarial integral, e não o que é pago, porque a secretaria está juntando as gratificações com o salário base e diz que paga o piso. O que não é verdade”, apontou a professora, explicando que o valor do piso nacional é de R$ 1.421, sendo que eles recebem R$ 950.
CALENDÁRIO
A diretora do sindicato em Campina Grande ainda confirmou que no próximo dia 18, às 14h, será a vez dos professores da Rede Estadual do bairro do Catolé, das escolas Premem, Polivalente e Aplicação protestarem. Já no dia 21, às 9h30, os docentes das escolas Álvaro Galdêncio de Queiroz, Dom Luiz G. Fernandes e o CAIC, todos nas Malvinas, irão se organizar para uma nova mobilização.
Para encerrar o calendário de protestos desse mês, será feita uma paralisação total da rede de ensino no dia 25, na Praça Juscelino Kubitschek, no bairro do Cruzeiro. Apenas neste dia não haverá aula nas escolas estaduais.

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