VIDA URBANA
Novo ano, novas histórias
Para inspirar os leitores a vivenciarem novos desafios em 2015, o JORNAL DA PARAÍBA mostra o trabalho de Manu Coutinho
Publicado em 01/01/2015 às 8:11 | Atualizado em 01/03/2024 às 16:57
Quem não gosta de viver e contar uma boa história? Para homenagear os leitores e desejar bons enredos para 2015, o JORNAL DA PARAÍBA convidou a contadora de histórias Manu Coutinho e os pequenos Artur, Davi, Enrico, Gael e Larissa, que ilustram esta reportagem, para ouvir um 'Era uma vez' diferente.
Vamos começar?
Com um laço de fita no cabelo, Dona Baratinha se pôs na janela e ficou à espera de um pretendente. Passaram o porco, o galo, o bode e outros animais, mas o rato foi o escolhido, porque para ela, era o que fazia menos barulho e a deixaria dormir sossegada. O 'cuim, cuim, cuim' do ratinho faceiro foi o que conquistou a Baratinha, que ainda “tinha dinheiro na caixinha”.
Enquanto Dona Baratinha preparava o casamento, em um jardim próximo uma margarida passava frio, até que foi resgatada pela menina Ana Maria que, com um casaco de boneca e um beijo, deixou a florzinha aquecida. E se a margarida sente frio, do outro lado da lagoa, “um sapo não lava o pé” e tem chulé.
Musicadas ou não, historinhas como essas remetem sempre à famosa expressão 'Era uma vez...'. Quem quando criança não escutou a frase, tomada hoje como clichê para muitos escritores? Atualmente, o 'Era uma vez' está um pouco esquecido e não é mais como antigamente, quando nos primeiros anos da escola a professora fazia uso da expressão para ensinar uma lição nova; ou antes de dormir, quando a fantasia dos dramas e finais felizes das fábulas contadas pelos pais, tios, avós, babás, ajudavam o sono a chegar tranquilo, trazendo junto os sonhos e o desfecho do enredo.
É esse mundo de imaginação que é apresentado às crianças de todas as idades - e por que não a adultos - com o trabalho da contadora de histórias Manu Coutinho. Integrante do grupo paraibano de teatro 'Ponto a ponto, conte um conto' (Papcon), a professora de Artes e Filosofia utiliza as cantigas populares da época das nossas avós e bisavós para estimular nos pequenos o gosto pela leitura e a simplicidade da infância.
Junto com a também contadora de histórias Catarina Strapação, Manu Coutinho se apresenta em festivais de cultura realizados na Paraíba, em teatros e comunidades carentes. “Nós temos um espetáculo que se chama 'Baú de histórias' e o nosso principal objetivo é o incentivo à leitura, por isso sempre trazemos livros nas apresentações. Assim as crianças veem de onde surgem as histórias e ficam curiosas para ter acesso aos livros. Quem não gosta de uma boa história?”, indaga a professora.
Durante as apresentações, com maquiagem especial e figurino que parece ter saído dos personagens de fábulas e contos infantis, Manu Coutinho utiliza de outras estratégias para atrair a atenção das crianças: a música.
“Digo sempre que é um resgate da memória das canções ou causos que ouvíamos dos nossos pais, avós quando éramos crianças e que eles também ouviram dos pais deles. Então, contar histórias para essas crianças é também instigar a memória dos pais delas, da oralidade e fazê-los voltar às boas lembranças da infância”, completa.
Para o novo ano, o 'baú' de Manu Coutinho e seus colegas, que é dirigido por Everaldo Vasconcelos, promete novas histórias e cantigas para alimentar o imaginário infantil. “Em 2015, gostaria que as pessoas tivessem novas histórias para contar e bons livros para ler”, planeja a artista.
O novo ano que se aproxima é para Manu e para nós uma folha em branco. Pronta para receber 'causos' e novas histórias que tenham um final feliz, por que não?
Esta história "entrou por uma porta, saiu pela outra e quem quiser que conte outra”.

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