VIDA URBANA
PB registrou 53 casos de chikungunya por dia em 2016
Somente no ano passado foram registrados 19.591 casos da doença. Um ano anterior foram apenas 39 casos.
Publicado em 12/01/2017 às 14:07
A aposentada Maria Zélia Alves, 68 anos, vem sofrendo com as consequências da chikungunya há quase um ano. “Tem dia que estou boa, mas em outra ocasião eu já acordo com dores nas articulações. Parece que você nunca fica boa dessa doença. É ruim para fazer tudo em casa, até para dormir incomada”, ressaltou. O depoimento de Maria Zélia é semelhante aos 19.591 casos de chikungunya registrados em 2016 na Paraíba. Foram quase 53 novos casos da doença por dia.
O problema pode ser maior, já que, com a temperatura subindo, a quantidade de mosquitos também cresce. Com isso, o Ministério da Saúde lançou um alerta sobre a chikungunya, já que especialistas alertam que o vírus tem um potencial de disseminação maior do que o da dengue e zika. .
Os primeiros dois casos de transmissão do vírus da chikungunya dentro do Brasil só foram confirmados em setembro de 2014 nos estados do Amapá e da Bahia. Atualmente, todos os estados têm casos autóctones. Em 2016, a região Nordeste concentrou 86% do total de casos registrados no país (230.582).
Na Paraíba, por exemplo, um ano depois da transmissão do vírus, em 2015, a Paraíba registrou 39 casos. E a explosão de novas vítimas aconteceu no ano passado, 19.591. A taxa de incidência em 2015 era de 1,0 para cada 100 mil habitantes. Já em 2016 subiu para 493,2 casos/100 mil habitantes.
Até o momento, pesquisas apontaram que a pessoa só pega chikungunya uma vez. No entanto, o problema é o que a doença provoca muita dor nas articulações e chega até incapacitar a pessoa para o trabalho. Foi o que aconteceu com a atendente de balcão Marília Pereira, 39 anos, que trabalhava em uma farmácia, mas depois que teve a doença não conseguia ficar em pé por muito tempo. Então ela preferiu se afastar do trabalho para se recuperar de vez.

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