VIDA URBANA
PF desarticula quadrilha de tráfico interestadual
Organização é suspeita de tráfico de drogas e armas para todo o Nordeste.
Publicado em 07/07/2016 às 9:26
A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação 'Britador' nesta quinta-feira (7) para desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento com o tráfico interestadual de drogas e armas para todo o Nordeste, comandada por presidiários. A ação aconteceu com o objetivo de dar cumprimento a 65 mandados judiciais expedidos pelo Juízo de Direito da Vara de Entorpecentes da Comarca de Campina Grande, sendo 29 de prisão preventiva, 27 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva, além de ordens judiciais de bloqueio de valores depositados em contas correntes.
A operação envolveu 200 policiais federais dos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e Paraná com o propósito de desarticular essa organização criminosa que era responsável pelo envio de grandes remessas de crack, maconha e cocaína para todo o Nordeste, abastecendo diversos grupos criminosos instalados na cidade de Campina Grande e região, conforme a PF.
De acordo com as investigações, foi possível comprovar a atuação da quadrilha que era comandada por apenados do sistema prisional paraibano, voltada para prática de forma persistente dos delitos de tráfico de drogas e armas na Paraíba e a prática de crimes patrimoniais de grande relevância em Campina Grande.
A investigação realizada pela PF teve início há aproximadamente um ano e resultou na apreensão de 15 armas e aproximadamente 2,43 toneladas de maconha, 86kg de cocaína/crack e 30 presos em flagrante até o momento. Segundo a PF, isso permitiu a comprovação da prática de todas as etapas do delito de tráfico de drogas, coordenadas do interior de unidades prisionais, desde a aquisição dos entorpecentes na região de fronteira à distribuição em bocas de fumo de Campina.
Os presos responderão criminalmente pelos crimes de tráfico interestadual de drogas e associação para o tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e organização criminosa armada, além de lavagem de dinheiro. Após serem interrogados, eles vão ser encaminhados para realização de audiência de custódia e posteriormente ao sistema prisional do Estado, onde ficarão à disposição da Justiça.

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