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VIDA URBANA

Quase metade dos jovens de João Pessoa está infectada com HPV

Infecção é assintomática na maioria dos casos, mas pode provocar verrugas e câncer.

Publicado em 28/11/2017 às 13:22 | Atualizado em 28/11/2017 às 15:16


                                            Quase metade dos jovens de João Pessoa está infectada com HPV


					Quase metade dos jovens de João Pessoa está infectada com HPV
Quase metade da população de jovens de João Pessoa está infectada com o vírus do papiloma humano (HPV), de acordo com estudo divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (28). Dentre os jovens de 16 a 25 anos de idade, o índice de prevalência do vírus foi de 45,6%.

Apesar do alto índice, João Pessoa foi a quarta capital do país com menor prevalência do vírus, atrás apenas de Recife, Florianópolis e Maceió. Em todo o Brasil, a média de pessoas testadas positivamente para o vírus foi de 54,6%.

>> Homens e mulheres de até 26 anos podem ser imunizados contra HPV << >> Mais de 73 mil meninos devem ser vacinados contra HPV na Paraíba <<

A pesquisa foi realizada em 26 capitais brasileiras e Distrito Federal. Do total de pessoas que participaram do estudo em todo o país (7.586 entrevistas), 2.669 foram analisadas para tipagem de HPV. Do total de casos positivos, 38,4 % apresentaram HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

O estudo indica ainda que 16,1% dos jovens brasileiros tem uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) prévia ou apresentaram resultado positivo no teste rápido para HIV ou sífilis.

A pesquisa foi realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com hospitais, universidades e secretarias de saúde em 119 Unidades Básicas de Saúde e um Centro de Testagem e Aconselhamento nas 26 capitais brasileiras e Distrito Federal.

Perfil

A população do estudo foi composta por 5.812 mulheres e 1.774 homens, sendo a média de idade de 20,6 anos. Em relação à escolaridade, 37,9 % dos jovens referiram estar estudando; 28,3 % interromperam os estudos e 33,8 % concluíram os estudos. A população que compôs o POP-Brasil foi, majoritariamente, da classe C (55,6 %) ou D-E (26,6 %), seguida da classe B (15,8 %) e somente 112 indivíduos foram incluídos na classe A (2,0 %).

A maioria dos indivíduos referiu estar em uma relação afetiva estável, sendo que 41,9 % estavam namorando e 33,1% casados (ou morando com o parceiro); o restante estava sem relacionamento, sendo solteiro (24,2 %) ou divorciado (0,7 %). Dos jovens entrevistados, 15,6 % referiram fumar cigarros, 70,8 % relataram já terem feito uso de bebidas alcoólicas e 27,1 % de drogas, ao longo da vida. A droga mais utilizada foi a maconha (23,7 %).

O comportamento sexual de risco foi observado em 83,4 % dos entrevistados, sendo que a média de parceiros sexuais no último ano foi de 2,2 e a média de parceiros nos últimos 5 anos de 7,5. Somente cerca da metade dos indivíduos (51,5 %) referiram usar camisinha rotineiramente e, apenas 41,1 % fizeram uso na última relação sexual.

HPV

O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais frequente e atinge a pele e as mucosas. Na maioria dos casos, a infecção é assintomática; o sintoma mais comum é o aparecimento de pequenas verrugas que podem ou não desaparecer espontaneamente. Mais de 90% das pessoas conseguem eliminar o vírus do organismo naturalmente.

Existem mais de 200 variações do vírus e, embora a maioria esteja associada apenas à formação de verrugas, quatro deles estão diretamente relacionados ao câncer. Nas mulheres, a maior preocupação é relacionada ao câncer de colo de útero - 70% dos casos da doença são provocados pelo vírus. Além disso, o HPV tem influência nos cânceres de cabeça e pescoço, boca, pênis e ânus.

Vacina

A vacina contra o HPV é sendo oferecida nos postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). Em João Pessoa, as vacinas estão disponíveis no Centro Municipal de Imunização, no bairro da Torre, nas Unidades de Saúde da Família e nas Unidades Básicas de Saúde, somando ao todo 100 salas de vacinação. Já em Campina Grande, a vacinação está sendo aplicada em seis Centros de Saúde e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h.

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Marcelo Lima

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