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COTIDIANO

Violência contra médicos: 10% dos profissionais afirmam ter sofrido violência física na Paraíba

Dados do CRM-PB também mostram que quase 80% dos profissionais ouvidos já sofreram violência verbal.

Publicado em 10/02/2026 às 9:17


				
					Violência contra médicos: 10% dos profissionais afirmam ter sofrido violência física na Paraíba
Violência contra médicos: 10% dos profissionais afirmam ter sofrido violência física na Paraíba | Foto: Divulgação. Foto: divulgação/secom-PB

Cerca de 10% dos médicos que atuam na Paraíba afirmam ter sofrido violência física em ambiente de trabalho. É o que aponta uma pesquisa do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) divulgada nesta terça-feira (10).

Mais de 80% dos médicos que atuam na Paraíba afirmam já ter sofrido violência verbal enquanto exerciam a profissão. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) e pelo Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB), divulgada nesta terça-feira (10) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

O levantamento do CRM-PB ouviu 611 médicos em 2025.Além dos médicos que dizem ter sofrido violência física em ambiente de trabalho, mais de 80% também afirma ter sofrido violência verbal enquanto exerciam a profissão na Paraíba. Mais de 60% dos profissionais ouvidos também informaram ter sofrido violência moral e 5,2% violência sexual.

Já os dados do Simed-PB mostram que 90% dos médicos pediatras que atuam em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de João Pessoa se sentem inseguros no ambiente de trabalho. O presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza, disse que a maior parte das violências acontece contra médicas mulheres, principalmente em ambientes de urgência, nas UPAs e nas unidades básicas.

Em todo o Brasil, mais de 4,5 mil boletins de ocorrências foram registrados nas delegacias de Polícia Civil dos estados brasileiros e do Distrito Federal por situações como ameaça, injúria, desacato e lesão corporal em unidades de saúde. São 12 agressões sofridas diariamente por profissionais de saúde em ambiente de trabalho.

Um evento vai debater, nesta terça-feira (10) em João Pessoa, possíveis soluções e ações que consigam mudar a realidade de violência sofrida por profissionais da área da saúde. Uma resolução que estabelece medidas de segurança em unidades de saúde, como o botão do pânico, será debatida.

"Não é só dos médicos que estamos falando. É do maqueiro, recepcionista, nutricionista, enfermeiro, técnico de enfermagem... Toda a cadeia que faz as pessoas se recuperarem, inclusive o médico", afirmou o presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza.

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Jornal da Paraíba

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