CULTURA
Balé Popular apresenta "Encantados" no Santa Roza
Espetáculo do grupo de dança da UFPB começa às 20h.
Publicado em 08/10/2011 às 6:30
Para compor Encantados, espetáculo de dança que tem sessões este fim de semana em João Pessoa, Maurício Germano cavou no solo da cultura nordestina para dela extrair as raízes que o Balé Popular da UFPB espalha no palco do Teatro Santa Roza hoje e amanhã, às 20h.
“Nossa pesquisa dramática foi buscar referências de heranças ibéricas da cultura nordestina, como a commedia dell'arte, por isso a presença das máscaras em cena”, afirma o coreógrafo, que divide os créditos dos figurinos e dos adereços com a parceira Maria José Rodrigues.
Segundo Germano, o processo de criação que envolveu um corpo de nove bailarinos resgatou, das brumas de um passado mitológico, seres do imaginário folclórico como o Boi Bumbá, o Boi Tungão e manifestações de folguedo como a Candimba o Cavalo Marinho. “Todos estes elementos encantados surgem quando o protagonista, um garoto que se perde dos seus pais na migração para a 'cidade grande', adormece e começa a sonhar com aves encantadas e figuras mascaradas”.
A trilha sonora é uma narrativa à parte no contexto da montagem, contando com um conjunto de composições dos pernambucanos Antônio Madureira, fundador do Quinteto Armorial que já colaborou com o Balé Popular de Recife, e Lenine, que participa com 'Aboio Avoado' (letra de Zé Rocha para o álbum O Dia em que Faremos Contato, de 1997).
Há também paraibanos na trilha: a jovem Sandra Belê e Babilak Bah, que reside em Belo Horizonte e esteve em João Pessoa em maio, na Semana da Luta Manicomial.
“Belê é uma artista talentosíssima e quanto a Bah eu já conhecia tanto o trabalho quanto a pessoa”, conta Germano, que mês passado esteve em cartaz no Teatro Paulo Pontes com Anjos que Caem, inspirado na vida e na obra do dramaturgo francês Jean Genet (1910-1986).
Encantos é a nova investida do Balé Popular da UFPB, de cujo extenso repertório se destacam os mais recentes Papangu (2010), Festejos (2008), Caiçara (2006), Jatobá (2000) e Pau de Arara (1999).
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