Fernando Teixeira protagoniza curta baseado na obra de Charles Dickens

Paraibano é o protagonista do curta ‘O Sinaleiro’, baseado em conto do autor inglês, morto há exatos 145 anos.

O ator paraibano Fernando Teixeira vive a solidão e rotina de um funcionário de ferrovia, encarregado de registrar quando os trens passam no seu posto e outros recados através de um sistema telegráfico. O Sinaleiro, curta-metragem do diretor paulista Daniel Augusto (de Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho), homenageia a Charles Dickens (1812-1870), cujo conto homônimo, a produção audiovisual foi baseada.

Nesta terça-feira, é lembrado a morte do escritor inglês autor de clássicos como Oliver Twist e David Copperfield, ocorrida há 145 anos.“Fazer um filme assim é bom e é ruim”, coloca o protagonista. “Você não tem nenhum feedback sem ser você mesmo. Por outro lado, é uma experiência ímpar e desafiante fazer um monólogo no cinema, algo um pouco incomum”.

O curta sem diálogos foi rodado em Paranapiacaba, interior de São Paulo. Segundo Fernando Teixeira, uma cidade bastante incomum, cuja privatização ferroviária foi o seu fim. “Era uma cidade de cerca de 20 mil habitantes e que hoje só tem 300. Todo mundo vivia em torno da ferrovia”, explica.

Lançado originalmente no ano de 1866, a obra The Signalman pode ser lida em coletâneas nacionais como Contos Fantásticos do Século XIX (Cia. das Letras), organização de Ítalo Calvino (1923-1985).

Teixeira chegou a ler várias vezes o conto de Charles Dickens. “Ele mostra o processo de trabalho de um homem mergulhado na solidão, onde anota quando o trem passa e sua única forma de comunicação é em código morse”.
Não é a primeira vez que o conto foi adaptado para o cinema. Além de uma produção televisiva da BBC de 1976, foi lançado um longa espanhol intitulado El Guardavías (2004).

Dentre seus projetos, Fernando Teixeira estará no elenco de Aquarius, novo longa do pernambucano Kléber Mendonça Filho (O Som ao Redor).