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CULTURA

Miley Cyrus, garota transviada?

Em seu quarto trabalho, Miley quer mostrar que cresceu – lembrando que crescer, não quer dizer necessariamente amadurecer.

Publicado em 13/10/2013 às 6:00 | Atualizado em 17/04/2023 às 17:52

Miley Cyrus está com raiva. Muita raiva. Raiva da Disney, do noivo que a largou, da imagem que construiu ao longo de sua adolescência. A partir do momento em que você der o play no último álbum de estúdio da ex-estrela teen, Bangerz (RCA, R$ 24,90), lançado mundialmente no último dia 4, trate de esquecer que um dia ela foi Hannah Montana, a protagonista do seriado infantil mais bem-sucedido na última década.

Em seu quarto trabalho, Miley quer mostrar que cresceu – lembrando que crescer, não quer dizer necessariamente amadurecer – e para isso ela flerta com o hip-hop, country, além de apresentar uma boa dose de baladas dignas de número 1 nos charts.

Lançado em meio a muito barulho, provocado principalmente por suas aparições controversas, Bangerz tem sido colocado em segundo plano em detrimento dos twerks desajeitados que Miley anda fazendo por aí. O que é uma pena, já que o álbum é recheado de boas canções e, se o rebolado da cantora deixar, pode ter vida longa nas paradas.

Com o suporte de produtores renomados do hip-hop e R&B norte-americanos, como Pharrell Williams, Mike Will Made It, Will.I.Am e P-Nasty, Miley lança bombas de efeito devastador como 'Wrecking ball', que ganhou clipe dirigido pelo controverso fotógrafo de moda Terry Richardson; 'FU', canção de amor cortante que tem a participação de French Montana; e '4X4', um divertidíssimo rap/country que tem a participação de Nelly.

'Love Money Party', 'We can’t stop' e 'SMS' (com feat de Britney Spears, musa inspiradora da loucura pós-reinado Disney) são eficientes canções de pista de dança, onde a afinação da cantora – artigo raro em tempos de autotune abundante – se destaca tanto quanto os trocadilhos infames com drogas e sexo.

'My darling', que tem sample de 'Stand by me'; 'Someone else' e 'Adore you' também merecem nota positiva e mostram que para um renascimento de carreira (como ela faz questão de enfatizar), Miley está seguindo um caminho bastante produtivo, mesmo se arriscando muito mais do que suas colegas contemporâneas. Mas o que seria da vida sem riscos?
Comportamento
Porque Miley incomoda tanto? Essa é uma das perguntas que mais tem sido feita nos últimos tempos. Sua ausência de roupas, sua língua eternamente para fora da boca, seus twerks. O que disso tudo é diferente das outras cantoras pop criadas dentro da cultura do hip-hop enquanto mainstream? O site Buzzfeed publicou uma análise no dia do lançamento mundial de Bangerz onde o crítico Matthew Perpetua fala que Miley assusta porque faz todos se sentirem muito velhos.

Com apenas 20 anos, a cantora nasceu em um país onde o hip-hop já era considerado o padrão para a cultura pop. E isso quer dizer que além das batidas, o linguajar, o modo de falar e os códigos corporais da cultura negra suburbana e neo-rica agora são orgânicos para os adolescentes e pós-adolescentes, como ela.

Se compararmos o clipe recém-lançado de Rihanna (referência claríssima em Bangerz), 'Pour it up', com qualquer das aparições recentes de Miley, não haverá grandes distinções entre um e outro.

Mas um choca mais do que o outro, talvez por Miley, menina branca, estrela da Disney, parecer uma exploradora das referências alheias, enquanto Rihanna está só sendo “ela mesma”.

E Essa comparação é muito injusta com Miley. Não entrando no mérito do que é sexy ou não, mas se tantas outras podem, porque justo ela, que cresceu na frente das câmeras e quer, a todo custo, enterrar o passado-combo “namoradinha de Jonas Brothers + anel de castidade”, é tripudiada pela crítica e público em seus movimentos? A sorte nossa – e de Miley também – é que ela sabe rir de si mesma como poucas. (Especial para o Jornal da Paraíba)

Imagem

Jornal da Paraíba

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