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CULTURA

Semana Santa: entenda o costume de não comer carne vermelha

O costume é tradicional do período de Páscoa e é um símbolo de penitência e luto entre os católicos.

Publicado em 03/04/2026 às 10:16


				
					Semana Santa: entenda o costume de não comer carne vermelha
Foto: Rizemberg Felipe/Arquivo. RizembergFelipe*

A Semana Santa marca um dos períodos mais importantes para o cristianismo. Durante o feriado, várias tradições relembram o sacrifício de Jesus Cristo, como a abdicação do consumo de carne vermelha. Mas de onde vem esse costume?

A tradição é uma herança judaica, e simboliza a abdicação de um prazer em sinal de luto e respeito ao momento que relembra a crucificação de Jesus Cristo.

A abstinência de carne vermelha não é exclusiva do Domingo de Páscoa. O costume também faz parte da Quarta-Feira de Cinzas, que marca o início da Quaresma, o período de 40 dias que serve de renovação espiritual para os adeptos do cristianismo.

Para os católicos, a tradição é um símbolo de penitência e reflexão.

“Para a religião católica, todas as sextas-feiras são dias de recordar a Paixão do Senhor e, naturalmente, é um dia de abstinência de carne vermelha. A carne vermelha dá uma sensação de saciedade muito maior. Como é um dia de penitência, em que se vai comer de forma reduzida na sexta-feira, utilizando a carne de peixe — que é uma proteína que dá menos saciedade — a pessoa poderá viver melhor o seu dia de sacrifício em memória à Paixão de Jesus”, contou o padre Mário Silva em entrevista ao Jornal da Paraíba.

De acordo com o padre, a ideia é intensificar o sentimento de luto em memória do sacrifício de Jesus, e também dos valores da religião.

“No dia em que temos um ente querido que chega a falecer ou que está passando por um grande problema e nos unimos ao sofrimento dele, tendemos a não querer nos alimentar direito para viver aquilo intensamente. Então, quando nos abstemos, além de lembrar desse sofrimento, vivemos um pouco aquele sofrimento. Isso nos lembra também que a religião católica é sempre relacionada ao amar a Deus e servir aos outros. Faz-nos lembrar que muitas pessoas estão passando por situações de restrição alimentar não por escolha, mas por necessidade. Assim, o jejum e a abstinência também nos aproximam das pessoas que sofrem, para estimular em nós a caridade”, detalhou.

O que muda para os evangélicos?

No caso da religião evangélica, a tradição não tem o mesmo significado. Segundo o pastor Risonaldo Enedino, o simbolismo não apresenta o mesmo peso para os evangélicos já que a tradição surgiu a partir de uma lei externa à Bíblia.

“No século IX, durante o papado de Nicolau I, a prática foi mais formalizada como lei da Igreja Católica Apostólica Romana que estabelecia que os fiéis deviam se abster de carne às sextas-feiras. Para a maioria dos evangélicos protestantes, pentecostais, batistas e assembleianos, não é uma tradição obrigatória, nem tem o mesmo significado doutrinário que tem para os católicos romanos. Não existe uma proibição bíblica específica de não comer carne vermelha na Sexta-Feira Santa”, explicou.

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Caren Braga

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