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SILVIO OSIAS

Cauby! Cauby!

Na sexta-feira, 15 de maio, fez 10 anos da morte do cantor.

Publicado em 19/05/2026 às 7:15


					Cauby! Cauby!

Faz 10 anos da morte de Cauby Peixoto. Quando morreu, em maio de 2016, tinha 85 anos e 65 de carreira. Se estivesse vivo, teria 95 anos. Sua trajetória foi extensa e íntegra.

Nascido em Niterói, numa família de músicos, Cauby Peixoto veio de longe. Da época em que os artistas brilhavam no rádio, cantando em programas ao vivo.

Suas gravações na Columbia, nos anos 1950, já revelavam uma grande voz. O samba-canção Conceição é daquele tempo. Tornou-se obrigatório nos shows do cantor.

Claro que Cauby Peixoto nunca foi roqueiro, mas foi ele que gravou o primeiro rock cantado em português, Rock and Roll em Copacabana.

Mudou de nome (Ron Coby) quando tentou carreira nos Estados Unidos. Gravou e fez cinema lá, mas não ficou. Dizia que sentiu saudade do Brasil.

Cantava como poucos. Tinha um registro vocal grave, um dos mais belos da música popular que o Brasil produziu. Sua versatilidade era impressionante. Ia do samba ao jazz, do bolero ao rock, do tango às baladas românticas com uma intimidade invejável.

Brincava com a voz, fazia scat como só os grandes do jazz costumam fazer. Gravou muito, enfrentou um período de declínio, ressurgiu cantando Bastidores, de Chico Buarque.

“Cantei, cantei/Jamais cantei tão lindo assim”- Cauby Peixoto, literalmente, tomou para si a canção de Chico Buarque.

No fim da vida, lançou muitos CDs, como se tivesse a consciência do fim próximo. Quase todos temáticos: Roberto Carlos, Frank Sinatra, Beatles, Nat King Cole, Bossa Nova.

O canto estava mais contido, menos ousado, mas continuava irresistível. Sua voz resiste ao tempo. Cauby! Cauby! - como no nome da canção que Caetano fez pra ele.

Imagem ilustrativa da imagem Cauby! Cauby!

Silvio Osias

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