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SILVIO OSIAS

Mel Brooks nasceu há 100 anos e está vivo

Cineasta levou para seus filmes o humor judaico de Nova York.

Publicado em 29/06/2026 às 6:35


					Mel Brooks nasceu há 100 anos e está vivo

Mel Brooks nasceu há 100 anos. E Mel Brooks está vivo. Não é fácil viver tanto. O aniversário foi neste domingo, 28 de junho de 2026. O cineasta nascido Melvin James Kaminsky levou para os seus filmes o típico humor judaico de Nova York.

Mel Brooks lutou na II Guerra Mundial. Ainda não tinha 20 anos. Depois, foi fazer humor em Nova York. Muito antes do cinema, seu negócio era a comédia stand-up.

Demorou a realizar seu primeiro filme. Em 1968, quando dirigiu The Producers, já tinha 42 anos. No Brasil, The Producers se chamou Primavera Para Hitler.

Mel Brooks já se aproximava dos 50 anos quando, finalmente, alcançou o reconhecimento mundial. Banzé no Oeste, paródia do gênero western, é de 1974.

Brincar com gêneros. Fazer paródia deles. Verdadeiros pastiches. Foi essa a opção de Mel Brooks como realizador de filmes. É essa que identificamos como sua assinatura.

O melhor filme de Mel Brooks? Para mim, O Jovem Frankenstein, no qual o cineasta, literalmente, esculhamba, em preto e branco, com a célebre novela de Mary Shelley.

Peter Boyle faz o monstro. É antológica a cena em que ele canta Puttin' On The Ritz, clássico do cancioneiro americano, que Irving Berlin compôs na década de 1920.

Em A Última Loucura de Mel Brooks, de 1976, o cineasta brinca com os filmes mudos. Ninguém fala. O título original é Silent Movie. O título brasileiro é horrível.

Alta Ansiedade, de 1977, não é tão bom quanto O Jovem Frankenstein, mas diverte os verdadeiros admiradores de Alfred Hitchcock. O grande barato do filme é identificar cada cena que Brooks criou a partir das sequências clássicas do velho Hitch.

Mel Brooks foi casado com a atriz Anne Bancroft, que morreu em 2005. Bancroft era a Mrs. Robinson de A Primeira Noite de um Homem e da canção de Simon e Garfunkel.

Três atores e uma atriz marcaram os filmes de Mel Brooks. Gene Wilder, Marty Feldman, Dom DeLuise e Madeline Kahn. Brooks viu a morte de todos eles.

Mel Brooks e Woody Allen são muito diferentes. Mas, cada qual a seu modo, os dois são, no cinema, legítimos representantes do humor judaico dos novaiorquinos.

O melhor do cinema de Mel Brooks está na década de 1970. Agora, aos 100 anos, o cineasta enfrenta a inevitável solidão de quem tem uma vida tão longa.

Imagem ilustrativa da imagem Mel Brooks nasceu há 100 anos e está vivo

Silvio Osias

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