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SILVIO OSIAS

Morreu o paraibano que era da corte do Rei

Genival Barros trabalhou com Roberto Carlos por quase 60 anos.

Publicado em 03/01/2026 às 9:14


				
					Morreu o paraibano que era da corte do Rei
Foto/Reprodução/Instagram.

O início de 2026 me traz essa notícia triste: Genival Barros, paraibano de Campina Grande, morreu nesta sexta-feira, dois de janeiro.

Posso resumir dizendo que Genival Barros era um paraibano na corte do Rei. Ele trabalhou com Roberto Carlos por quase 60 anos.

Roberto Carlos vai fazer 85 anos em abril. Não sei a idade de Genival. Recentemente, li que tinha 80 anos. Pode ser que sim, mas parecia ter um pouco mais.

O fato é que talvez ainda não tivesse 20 quando largou o emprego de controlista da Rádio Caturité, na sua Campina Grande, e se mandou para São Paulo.

Não ficou desempregado. Passou pelas rádios de lá. A Bandeirantes, a Excelsior e a Record. Depois, a TV Record. Era técnico de som da emissora.

Estava no lugar certo, na hora certa. A TV Record reunia o melhor da música popular brasileira. Tinha os festivais que paralisavam o país, tinha o Fino da Bossa de Elis Regina e Jair Rodrigues e tinha a Jovem Guarda de Roberto e Erasmo Carlos.

Foi na Record que Genival Barros conheceu Roberto Carlos. E foi onde recebeu o convite para trabalhar com ele. O garoto que saíra de Campina Grande só com a passagem de ida entrava para a corte do Rei. E, de lá, só seria retirado pela morte.

Conheci Genival Barros no final do ano 2000. O show de Roberto Carlos em João Pessoa fora remarcado duas vezes, e ele veio na frente dizer ao público que ficasse tranquilo. A apresentação estava confirmada.

Genival era uma espécie de gerente executivo de Roberto Carlos. Talvez possa definir assim. Ou gerente de palco. Mas qualquer expressão será insuficiente para traduzir a relação deles, a genuína amizade que havia entre os dois e que cruzou suas vidas.

Genival sempre vinha na frente. Checava cada detalhe: o palco, a plateia, o espaço onde seria montado o camarim do artista. O Rei é um perfeccionista, e as casas de shows têm que estar prontas para recebê-lo.

Desde que o conheci, adotei o hábito de procurá-lo no dia do show de Roberto Carlos. Fiz isso muitas vezes. Uma conversa, suas histórias, um café com bolo de mandioca. Ele gostava. Talvez o reencontrasse um pouco com o seu lugar, de onde saíra tão cedo.

Nesses 25 anos que separam o dia em que conheci Genival Barros da sua morte, imagens e fotografias me revelaram o quanto ele era próximo de Roberto Carlos.

Fico com um instante. Em 2010, era ele que estava ao lado do Rei na saída do Radio City Music Hall, em Nova York, na noite em que chegou a notícia da morte de Lady Laura.

Vontade de pedir a Genival para que ele me levasse ao camarim de Roberto Carlos, isso, eu sempre tive. Mas decidi que não o faria. Seria uma ultrapassagem não permitida. Só aconteceria se ele achasse que deveria acontecer.

E aconteceu. Em outubro de 2007, na noite do show de Roberto Carlos em João Pessoa, Genival Barros me deu um presente. No backstage do Forrock, colocou uma pulseira no meu braço e disse: "Hoje é a sua vez".

Em seguida, me levou ao camarim de Roberto Carlos. Um abraço, uma foto, uma conversa rápida. A gente sabe porque esse cara é chamado de Rei. Obrigado, Genival!

Foto/Reprodução/Instagram

Silvio Osias

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